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Editorial: Fortuna

 

Fortuna
s. f.
1. Destino.
2. Bens, haveres, riquezas: adquirir fortuna.
3. Estado, condição.
4. Êxito, sucesso, felicidade.
5. Divindade.
6. Fazer fortuna, enriquecer.
7. A roda da fortuna, os sucessos da vida

A segunda edição da rubrica Editorial debruça-se sobre o vocábulo fortuna. Texto integral disponível em “Continuar a Ler”.

Os gânglios do maior vício do Homem começaram a desenvolver-se muito antes do seu aparecimento na Terra.

Tudo começou há 3,5 biliões de anos quando, depois de formado o globo terrestre, surgiram simples algas azuis que habitavam o fundo marinho ao abrigo das radiações ultravioletas do Sol. Com o passar do tempo, as primitivas propulsoras da vida uniam-se umas às outras para formar outras ainda mais complexas, iniciando, deste modo, o ciclo da reprodução e evolução. Ainda insatisfeita com os progressos feitos, a mãe de todos nós decidiu continuar procurar o que pretendia. Para tal, decidiu continuar a evoluir até que finalmente apareceu o Homem e todas as outras formas de vida que conhecemos.

Mas terá o berço da vida encontrado o pote no final do arco-íris ou será que, na verdade, durante este tempo todo preparou o seu maciço exército de investigadores? De certeza de que quase todos nós já nos indagámos sobre qual o verdadeiro motivo de existir vida na Terra e não (baseando-me no que sabemos até a data) nos outros planetas, sistemas ou galáxias. A reposta… ninguém sabe ao certo. Por isso, os entendidos no assunto tentam impingir-nos com justificações do tipo “foi um acidente da Natureza”… e para os conformistas, está dada a resposta.

Podem chamar-me lunático ou outra coisa qualquer que considerem mais adequada, mas o certo é que, na minha ignorante óptica, há algo mais profundo por detrás desse mero “acidente”.

Vejamos: por que carga de água se daria a Natureza, a máquina mais perfeita de sempre, ao desfrute de deslizar e cometer um “acidente” e criar o ser vivo? Toda a forma de vida, seja ela qual for, mediante as adversidades do ambiente, procura alcançar algo porque tem uma necessidade iminente. Bem explicita esta ideia, está no simples acto de um leão esfaimado. O fervoroso desejo de saciar é fome é tanto que quando se depara com uma presa, por mais vulnerável que ela seja, ataca-a até que esteja satisfeito e livre da fome. Não menos indiferente a este “jogo da caça ao tesouro” está o Homem que, dado a outro equívoco da Natureza, recebe o dom da inteligência. Desde então, tão cego quanto a fortuna, tem corrido como um louco, escravo da sua herança genética – a curiosidade – para encontrar uma fenda que deixe passar um pouco de luz no buraco em que está confinado.

Agora servindo-me das célebres palavras de Fernando Pessoa, isto leva-me a considerar a seguinte hipótese:

“Não serão os seres vivos, todos e excepção alguma, um bando de fantoches que “navega” comandado pela própria ambição da Natureza em descobrir o desconhecido “porto sempre por achar”?”

Bem, deixemo-nos de devaneios e reflexões cientifico-ontológicas para quem de direito e foquemo-nos no que realmente interessa.

Já alguém dizia que,

“a ambição comedida, programada e objectiva, é salutar e aconselhável. Saber o que se quer e qual o caminho certo para o atingir sem atropelos ou imitações, é óptimo. A boa semente bem semeada dá boa colheita.”

Centremo-nos no caso da mais mediática casa de todos os tempos que, há bem pouco tempo, fechou as suas portas aos segredos dos portugueses, mas abriu, com certeza, uma janela ao sucesso dos seus ex-integrantes.

Não, não se enganou a ler! É mesmo sobre isso que lhe escrevo – a nossa tão bem conhecida e já aqui mencionada “Casa dos Segredos”.

Dispensada das costumácias apresentações, Andreia Leal diz que quer fazer um filme pornográfico! Mas atenção, a ex-concorrente do reality-show da TVI, deixou bem claro que só o fará mediante o pagamento de pelo menos 150 000 euros (cento e cinquenta mil euros).

Ao que parece, esta ideia não é de hoje! Durante a sua estadia na casa, a ex-jogadora deixou transparecer a sua disponibilidade e amabilidade para com os seus clientes enquanto acompanhante de luxo. Assim, tornou-se perceptível que Andreia é um bom exemplo daquilo que, hoje em dia, se chama de “mulher moderna” cuja mentalidade é aberta e que aposta, sobretudo, na exaltação da sensualidade feminina.

Denoto, neste âmbito que, Andreia já posou para a revista Maxmen e que foi escolhida, pela organização do Festival Erótico do Porto, não só para ser “cabeça de cartaz” do evento, mas também, para cortar a fita de inauguração juntamente com Valentim Loureiro. A 4.ª edição do Eros, como também é conhecido, teve lugar no Pavilhão Multiusos de Gondomorar e decorreu entre os dias 3 a 6 deste mesmo mês e ano. Ora foi, precisamente, neste “certame” de atracção, sensualidade e muito erotismo à mistura que esta revelou a sua paixão pela mundo da pornografia: “Quero dar um saltinho ao Estúdio X, onde estão a gravar o filme pornográfico, para ver como é e se gosto. Não vou mentir que o mundo porno me excita”.

Vera “Veríssima” Ferreira, é outra personalidade que também merece destaque. Parece que a glamorosa ex-concorrente de olhos verdes conhecida pelos seus especiais dotes de “cantora de chuveiro”, vai deixar de o ser. Vera que participou, juntamente, com Ana Isabel, Hugo Felgueiras, Andreia e Catarina no programa da TVI Agora é que Conta, apresentado por Leonor Poeiras, anunciou que vai lançar muito brevemente um álbum. A ex-participante garante que o seu primeiro trabalho não será de “música pimba” e que vai ter aulas de canto para aprimorar o seu talento. Adianta também, mas sem confirmação que, o referido álbum contará com a presença de Daniela (outra ex-concorrente) com a qual fará um dueto.

Enquanto o vento sopra a favor de uns, outros…bem…o que vai ler a seguir fala por si só!

O vencedor deste memorável jogo, António Queirós, revelou já ter gasto a fortuna arrecadada no concurso e, por isso, pede ajuda monetária aos seus fãs para a construção da sua tão sonhada fábrica de enchidos.

Segundo consta no Correio da Manhã, o pastor mais famoso de Portugal, lançou um site denominado “Ajuda à compra da quinta do António” que, pelos vistos, terá também uma conta bancária. A referida conta terá sido criada, especialmente, para que todos possam contribuir, usando os próprios termos do autor de tal irrisória ideia, com “uma quantia qualquer”.

Como é que se gasta tanto dinheiro em tão pouco tempo? O baionês explicou ter gasto tudo a saldar as suas dívidas, sendo que, actualmente, apenas recebe algum dinheiro com as presenças em discotecas: “Preciso de ganhar mais”, declarou.

Por isso já sabem…ser solidário não é só no Natal! Como se a crise já não bastasse e não furasse o suficiente os nossos bolsos, vamos todos ser “amiguinhos” e contribuir para que a “tão honrada e nobre” causa do Antoniozinho ganhe vida! Era só o que faltava!

Não que eu viva à custa das dos infortúnios dos outros, mas hoje, se me permitem, posso dizer que “a tua desgraça, faz a minha fortuna” pois à conta das patetices do António aprendi uma grande lição:

Como diz a Mafalda Veiga,

A vida tem destas voltas estranhas

Onde te prendes e te emaranhas

Mas depois para te consolar,

Dá-te o céu e as estrelas o calor e o mar.

Faz-te sonhar e faz-te morrer.

Mas deixa-te sempre, mais uma vez,

Sarar as feridas e amanhecer.

 

É, exactamente, quando amanhece que da casa que nos tinha fechado a porta se abre uma nova janela.

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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