Televisão

American Idol; “Guys Night”

Finalmente: as galas de American Idol. A temporada 10 começou com mudanças significativas, a começar por um novo painel de jurados: o habitual Randy Jackson,  a belíssima Jennifer Lopes e o irreverente Steve Tyler, e a passar até no novo serviço de votos online. De ínicio as críticas eram imensas, e o público americano não gostava das mudanças que esta temporada prometia. Mas eu – como fanático por este tipo de programas que sou- comecei a acompanhar a temporada, e foi uma surpresa bem agradável.

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O painel conquistou-me com a dinâmica e química desde  primeiro episódio, e a curiosidade para este novo formato fez-me continuar a ver. Todos os episódios renderam-me boas gargalhadas, boas vozes, bom drama que só American Idol sabe trazer, algumas desilusões com saídas prematuras do programa mas… lá chegamos ao Top 24 que vai ser já reduzido a Top 12 na próxima semana. Como? Os espectadores votam em 5 rapazes, e 5 raparigas, e os júris escolhem os outros 2 que foram deixados de lado pelo público (portanto 2 dos 14 com menos votos). Justo? Injusto? A vantagem é que não nos fartamos tanto do top 24 como nas restantes temporadas e partimos logo para a emoção. A desvantagem é que podemos ter a eliminação dos nossos favoritos se o público americano não votar como deve ser. Vamos esperar que isso não ocorra, e que o júri não tenha dificuldade em completar o top 12 da melhor maneira (para não corrermos o risco de termos um top12 como o da temporada anterior com nitidamente  dois vencedores  [Lee e Crystal] e os restantes maus e medíocres junto deles a nos aborrecer gala após gala.) Isto só vamos saber na quinta-feira.

Quanto ao top 24 desta temporada, aviso já que tem pessoas muito boas, e pessoas muito muito medíocres (ou até más!); mas numa visão geral, entramos com um saldo positivo. Esta era a minha opinião até a gala de terça-feira, dia 1 de Março de 2011, quando os rapazes abrirem as galas ao vivo. Devido ao corte drástico no numero de pessoas que vai ocorrer eu pessoal achei que os júris foram muito simpáticos e queridinhos, e não deram criticas construtivas aos concorrentes,  se não tão punho na tripulação, o barco vai afundar, júris! Eu não estou aqui para a ser bonzinho, nem eles deviam estar, logo…

[Legenda:

Categoria A- Quero imediatamente no top 12.

Categoria B – Bons. Quero vê-los mais. Provavelmente no top 12.

Categoria C – Mistura de desilusões com maus.

Categoria D-  Quero fora desta temporada imediatamente e sem desculpas.

Critica/performance começou pelo da última fotografia, portanto!]

Clint Jun Gamboa. Cantou Stevie Wonder’s “Superstition”. Não obrigado. Olho para ele e não vejo um músico, vejo uma pessoa a tentar fazer demasiado com o pouco que tem, que tem a sorte de ter agudos que fazem algumas pessoas delirar, mas que não dá mais nada além disso. Quero dizer, usa e abusa de conseguir gritar. Escolha de música? Errr…

“That was brilliant” um bocadinho exagerado Steve e Randy, eu sei que gostam de tudo o que é grito no ínicio, mas…  Categoria D

Pontos positivos: tem agudos, os júris adoraram.

Pontos negativos: Só tem agudos! E a música já foi cantada no American Idol… algumas vezes… por concorrentes anteriores.

Jovani  Barreto. Edwin McCain’s “I’ll Be” O latino. O que mostrou os abdominais nas audições porque apostou com os amigos (será?). Nada de especial. E nesta fase da competição, onde vai haver um corte grande nos que entram no top 12, ser aborrecido é pior do que ser mau. Prevejo um futuro curto para Jovani. Categoria D

Jordan  Dorsey. Usher’s “OMG”. Se houvesse prémio para pessoa mais irritante….Vimos o que ele fez na Hollywood Week a avaliar todos os concorrentes, e agora na primeira gala canta Usher, canta mal, não tem falsete, tira a camisa…. okaaaay! E quando J.Lo perguntou se aquele era o género de artista que Jordan queria ser, ele respondeu um frenético “Não” (talvez porque não tem nada de artista), “I’m not a jumpy jumpy artist!” Ninguem diria, talvez uma canção mais calma não? Saber escolher uma música é uma qualidade de artista. Ah, esqueci-me, Jordan não é (de todo!) um artista. É so estúpido. Categoria D

Pontos negativos: Tudo. A pior actuação da noite.

Tim Halperin. Rob Thomas’ “Streetcorner Symphony”. Que desilusão. Estava à espera de tanto dele, e depois o que tivemos foi um cantor perdido num palco novo, com uma música terrível, que não lhe encaixa nada, e dizer o contrário dos júris?! Hmm. Não ajuda muito na opinião do público. Categoria C

Pontos Positivos: Sei que ele consegue ser muito melhor, e os júris afirmaram isso. Uma das mudanças nesta temporada foi os produtores não quererem os concorrentes muitas vezes com instrumentos, isto claramente afectou Tim Halperin, sendo que o seu forte (o piano) vai ser inevitavelmente esquecido.

Brett Loewenstern. The Doors’ “Light My Fire”. Estou sempre à espera de mais, que melhore. Mas isto não está a correr muito melhor.  Talvez esteja a ser demasiado critico, não sei. A actuação do Brett deixou-me confuso. Achei que ele não estava assim muito à vontade, que precisa de crescer, mas eu gosto dele, e trouxe algo… novo.. ao menos. Infelizmente a única coisa que estava “on fire” nele, era a côr do cabelo! Categoria C

Pontos positivos: Ser ele mesmo, e ter tentado fazer alguma coisa. Mas prevejo algo negro.

(Pausa para dizer: actriz de Raising Hope na plateia!)

James  DurbinJudas Priest’s “You’ve Got Another Thing Comin” Adam Lambert wannabe desde o início. Já temos um. Não precisamos doutro. Mais uma actuação aos gritos? Não obrigado. Claro que o Steve adorou-o. NÃO EXAGEROU NOS AGUDOS, Randy? Oh claro que não….. No entanto foi melhor do que demonstrou até agora, tenho que admitir. Mas não gosto dele à mesma. Categoria C

Pontos positivos: Ao menos estava divertido e fez qualquer coisa com a actuação.

Robbie Rosen. Sarah McLachlan’s “Angel”. Cantou uma balada, mas felizmente manteve-me preso ao ecrã. Alterou demasiado as notas da música, e não foi muito forte, foi… bonzinho. Pode estar em perigo, enquanto ele era um dos que eu tinha quase a certeza que entrava na final, agora nem tanto. Categoria B

Pontos Negativos: O Randy é o ponto negativo, claro que ele não gostou. E perguntar a um concorrente se ele se sentiu à vontade é atirá-lo para debaixo de um comboio. Robbie precisa de trabalhar a expressão facial (apercebi-me que ele parece o Hercules quando era novo)! A prova está mesmo aqui:

vs

Er.. continuando!

Scotty McCreery. John Michael Montgomery’s “Letters From Home”. O cantor country da season 10. Eu, pessoalmente, gosto de música country, e gosto dele. Parecia contente, e eu estava a sorrir com ele. Adoro a voz grave dele. Categoria B

Ponto Negativo: É daqueles ou adoras, ou odeias… veremos se ele vai encontrar muitos fãs e ir muito longe. Mas não precisa de ganhar e ser o American Idol, porque está numa competição (quase) diferente devido ao estilo diferente.

Stefano Langone. Bruno Mars’ “Just The Way You AreAinda não sei se gosto muito do estilo dele, faz-me lembrar o Joe que venceu o Xfactor, com a voz aguda… mas teve problemas de afinação, a música estava agudíssima, e não foi a melhor actuação dele. Mas como está tudo a correr tão mal, espero que continue. Categoria B

Pontos negativos: aquela nota que fez o júri todo ter uma paragem cardíaca e fazer “cara feia”.

Paul McDonald. “Rod Stewart’s “Maggie May” Voz fantástica, performer fantástico, fez aquilo que melhor afz, divertiu-se, e só tem qualidades a melhorar. ADORO. Finalmente algo bom. Top da noite. Estava à espera de outro tipo de música mas... adoro-o. Categoria A.

Ponto negativo: Quero mais tempo para ouvi-lo cantar.

Jacob Lusk. Luther Vandross’ “A House Is Not a Home” Conheci esta música no Glee na verdade, não podemos negar que ele canta bem, apesar de não ser bem o estilo de cantor que eu procuro num programa destes, um bocadinho diva. Acho que ele merece continuar. Ainda acho que ele canta “demasiado”, espero que ele aprenda a controlar-se. Mas pelo menos não é irritante, e acho que vai ser um concorrente que pode ir longe (já que os concorrentes homens de raça negra nunca vão longe neste episódio). Não acho que vá ganhar esta temporada, mas vai tornar esta temporada mais interessante.  Categoria B

Casey Abrams. Screamin’ Jay Hawkins’ “I Put a Spell On You” Adorei tudo, e se tivesse que escolher um vencedor agora, seria ele. A minha aposta é ele. E ele merece. Melhor performance da noite juntamente com o Paul McDonald. Sim, alguns problemas de afinação ocasional. Mas… ele é optimo! E obrigado por querer modificar “o que é o American Idol” depois de uma temporada que é caracterizada por mudanças. Categoria A

Juris. Como já disse, preciso que sejam mais duros com os concorrentes, dizer só bem às vezes não é o melhor. Precisamos de críticas construtivas. Vá lá. nO episódio de hoje foram Categoria C. (com o Randy numa categoria D habitual)

Se eu escolhesse o top 5? Pelas actuações da gala de ontem: Casey Abrams, Paul McDonald, Scotty McCreery, Jacob Lusk e Robbie Rosen. Pelas actuações anteriormente: Casey Abrams, Paul McDonald, Scotty McCreery, Brett Loewenstern, Tim Halperin!

E assim termino a minha crítica de hoje: Para a noite das meninas, estou ansioso pelas actuações de Naima Adedapo, Kendra Chantelle, Pia Toscano e Rachel Zevita. E vocês? Estão a acompanhar esta temporada? Quem é o vosso favorito? Vamos tornar este espaço interactivo. Quero ouvir as vossas opiniões!

 

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