Palcos & Letras

Maria Matos celebra o Dia Mundial do Teatro

Os dias 26 e 27 de Março vão ser ocupados com um programa transveral, que contempla conversas, performances e espectáculos teatrais. O Teatro Maria Matos brinda mais um ano em que se comemora o teatro a nível internacional com uma panóplia de ofertas um tanto alternativas, mas sempre com grande qualidade.

Super Disco #18 – com Rui Catalão

Às 18:30 horas do dia que antecede o mundial do teatro, o Teatro Maria Matos promove um espectáculo com entrada livre, da autoria de Rui Catalão. Super Disco #18 é o nome do debate que irá decorrer no café do teatro, sob alçada de Rui Catalão, um jornalista e criador que já escreveu para teatro, cinema, já interpretou e improvisou várias personagens em palco.

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Rui Catalão passou a última década a escrever para teatro, cinema (O Capacete Dourado ou Morrer Como Um Homem, por exemplo), improvisou e interpretou personagens em palco, e recentemente, aqui no Maria Matos, no início deste mês de Março, apresentou o seu primeiro solo. Dentro das Palavras, estreado em 2009, são duas horas em que personalidade e personagem se fundem, representa um balanço de dez anos a trabalhar na dança, a privar com bailarinos, e teve origem durante o período em que viveu na Roménia e trabalhou no CNDB (Centrul National al Dansului din Bucuresti). Reflecte sobre o seu progressivo desligamento da linguagem falada como principal meio de expressão (ele não falava romeno, passou três anos quase sem falar), mas também como a vida do corpo sofre essa mudança. Antes de tudo isto, nos anos 90, trabalhou cinco anos como jornalista e crítico musical no Público. Partindo da abordagem autobiográfica de Dentro Das Palavras, tentaremos que nos conte o que aconteceu entre um período e outro, o que aconteceu com a música na sua vida, de onde veio a ligação original. O Super Disco que ajudará a pontuar a conversa é o álbum conhecido como Palha, primeiro LP a solo de José Cid, gravado em 1971. Queremos saber coisas.

 

Amarelo – Catarina Requeijo

O objectivo deste espectáculo infantil prende-se com a descoberta do significado da cor amarelo. Que segredos e histórias poderá esconder? Todos os espectáculos já se encontram esgotados.

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Depois de Rubro, retomamos a trilogia da cor, com uma viagem ao interior do Amarelo. Amarelo-canário, amarelo-gema, amarelo-claro, amarelo-torrado, amarelo-vivo muitos são os adjectivos atribuídos a esta cor. Mas na realidade, existem muitos amarelos ou só um que se transforma, qual camaleão? Às vezes, é amargo como os limões, outras doce como o mel. Como podemos chegar a conhecer esta cor tão versátil e intrigante, que se escapa por entre os dedos como areia quando tentamos agarrá-la? É o convite feito neste espectáculo: tentar conhecer o amarelo com todos os nossos sentidos – como cheira, a que soa, a que sabe, que forma tem e que histórias nos pode contar. Certamente, depois de ver o espectáculo, há-de haver quem continue a preferir o verde ou o rosa, mas é mesmo assim! O que seria do mundo se todos gostássemos só do amarelo?

 

Seis Peças Biográficas – Maria Gil, Raquel Castro, Mesa, Rita Natálio, Sofia Dinger, Há.Que.Dizê-lo

De sexta-feira, 25, a terça-feira, 29, de Março vão acontecer seis peças, em cena no Teatro Turim (em frente à Igreja de Benfica). De sexta a sábado as representações acontecem às 21:30, aos domingos às 16:00.

As informações oficiais relativas a cada peça, bem como sinopses, podem ser consultadas neste sítio oficial.

 

Long Distance Hotel Revisited – Gilles Polet, Goran Pristas, Judith Davis, Leo Preston, Tiago Rodrigues e Tónan Quito

A fusão entre novas tecnologias e teatro acontece aqui. Este grupo já havia abraçado uma experiência semelhante, a produção de um espectáculo exclusivamente via internet, chamado Long Distance Hotel, no qual só se encontraram, pela primeira vez, 3 dias antes da primeria representação. Os actores são todos de localidades/países distintos. Agora, a versão Revisited vem provar mais uma vez o expoente máximo da interacção e da interligação entre dramatização e internet. O espectáculo foi criado única e exclusivamente pela internet, sendo o momento da apresentação da peça a primeira vez que os actores a desenrolam presencialmente.

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Long Distance Hotel nasceu no âmbito do projecto Estúdios, uma colaboração regular entre o Mundo Perfeito e o Teatro Maria Matos. Em 2010, reuniu seis artistas de cinco países europeus que colaboraram via internet e nunca se encontraram pessoalmente. Depois de seis meses de comunicação virtual, juntaram-se no Teatro Maria Matos em Julho de 2010 e em apenas três dias transformaram a enorme quantidade de material produzida numa experiência teatral. O espectáculo foi uma espécie de teatro instantâneo, reinventado noite após noite, utilizando selecções diferentes do material disponível. 

Depois desta experiência, os artistas envolvidos decidiram prolongar a sua comunidade artística virtual e tentar algo ainda mais ambicioso: criar um novo espectáculo integralmente à distância. Escrita, ensaios, construção de cenário, concepção de luzes ou figurinos: tudo será feito através da internet e apresentado em Lisboa, sem ensaios anteriores. Este espectáculo será também a história de uma família provisória e geograficamente dispersa, onde cada um pode inventar a sua biografia virtual e o hóspede que deseja ser no Long Distance Hotel.

O processo criativo virtual poderá ser acompanhado em www.longdistancehotel.org

criadores Gilles Polet, Goran Sergej Pristas, Judith Davis, Leo Preston, Tiago Rodrigues e Tónan Quito produção executiva Magda Bizarro apoio técnico André Calado construção de cenário Luís Teixeira produção Mundo Perfeito co-produção Maria Matos Teatro Municipal apoio Fundação Calouste Gulbenkian

 

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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