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Pixel por António Medeiros #2

 

 

Hoje estou aqui para contar uma história contada na primeira pessoa, mas que de certeza é vivida por muitos.

Tudo começou em criança. A curiosidade pela imagem e a admiração por quem vingava na vida era tão grande. Foi a partir daí que comecei a juntar o meu próprio dinheiro para poder comprar a minha própria máquina fotográfica.

Mas quando a tive nas minhas mãos a primeira reacção que tive foi disparar em todos os sentidos. No entanto, não me satisfazia com o que realizava. Fotografava tudo o que ia vendo, à procura “cega” de algo que me chamasse mais atenção.

Tudo mudou com o tempo. Descobrir o auto-retrato foi um grande passo na minha vida. Diria que até foi um dos mais importantes!

Já dizia Frida Kahlo, “Pinto Auto-Retratos porque sou a pessoa que eu conheço melhor”. E foi aí que comecei a encontrar o que eu desejava.


Encontrei o auto-retrato como modo de desenvolver o meu estilo. Ninguém me conhece tão bem quanto eu próprio e por isso sempre receei que as pessoas não conseguissem sentir do mesmo modo aquilo que quero transpor para as minhas fotografias.

Descobri o Auto-Retrato como modo de criação da minha Identidade.

Decidi então colocar a seguinte pergunta no meu mural do Facebook: “De que modo achas que o auto-retrato contribui para a criação de uma identidade?” Em baixo estão as respostas que seleccionei.

 

” É uma terapia, é o encontro do teu ser, é a maneira como te reflectes na imagem. É a tua idealização de ti próprio, e é a imagem mais genuína que podes ter de ti. É a tua imagem de marca para o mundo, o teu selo, a tua forma aliada à simplicidade da tua personalidade. Isso para mim é um auto-retrato, o teu reflexo.”

Por Marta Cabral, Estudante de Comunicação e Imagem no IADE, Lisboa.

 

“O auto-retrato é o “parecer ser” do artista, isto é, não o conteúdo de si mesmo, enquanto verdade, mas a ficção e a verdade que quer transparecer.
Sabendo que é esse produto que é precisamente esse o produto que nos define aos olhos dos outros, não é errado pensar que o auto-retrato é tão característico como o próprio “ser” – a verdade real.
São duas versões da mesma história. Pessoa dizia que a criação deixa de ser sua quando alguém a lê.
A imagem deixa de ser somente tua a partir do momento que a partilhas. É uma interpretação de ti mesmo sujeita a milhões de interpretações dos outros. Com ou sem auto-retrato, esta censura da tua própria personalidade acontece no dia-a-dia, nos olhos dos outros. São tudo imagens de ti.”

Por Luís Ferreira, Estudante de Direito em Universidade do Minho.

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