Cinema

Sessão Dupla da RTP2 com cinema italiano

O espaço de cinema da RTP2 vai exibir, no próximo Sábado, dia 5 de Agosto de 2011, dois grandes marcos do cinema italiano. A Solidão dos Números Primos (2010), realizado por Saverio Costanzo, e Feios, Porcos e Maus (1976), realizado por Ettore Scola.

Seguem as informações respectivas aos dois filmes enviadas em nota de redacção pela RTP.

A Solidão dos Números Primos
La Solitudine dei Numeri Primi
Um número primo é inerentemente a uma coisa solitária: só pode ser dividido por si próprio ou por um; nunca encaixa verdadeiramente com outro.
Alice e Mattia (Alba Rohrwacher e Luca Marinelli) são solitários por natureza e feitio. Na infância a vida de ambos foi perturbada por episódios traumáticos. Alice, quando pequena, sofreu um trágico acidente de esqui e entregou-se à anorexia. Por sua vez, Mattia, quando criança, deixou por instantes a sua irmã gémea sozinha num jardim e ela desapareceu. Estes dois episódios irreversíveis marcam as vidas de Alice e Mattia para sempre e, à medida que entram na idade adulta, os seus destinos parecem irrevogavelmente ligados.
Saverio Costanzo adapta ao cinema o best-seller homónimo de Paolo Giordano sobre estes dois adolescentes marcados por terríveis episódios de infância.

Realizador: Saverio Costanzo
Intérpretes: Alba Rohrwacher, Martina Albano, Arianna Nastro, Luca Marinelli
Itália, 2010, 118 minutos
CCE: Maiores de 16 anos

Feios, Porcos e Maus
Brutti, Sporchi e Cattivi
Num bairro de lata em Roma vive a família de Giacinto. Uma vintena de pessoas entre filhos, filhas, noras, genros e netos, para além da matrona da mulher e da mãe inválida e senil de cuja pensão a família se apropria todos os meses. Vivem apertados numa barraca miserável rodeados pelo lixo dos outros que vivem n os arranha-céus vizinhos. Giacinto dorme de arma na mão para proteger o seu tesouro, um milhão de liras que recebeu de indeminização por ter perdido um olho. O dia-a-dia desta amoral, feroz e incontrolável família agudiza-se quando Giacinto leva para a barraca uma divertida e gorda prostituta. Tentam envenenar Giacinto, mas este sobrevive ao raticida. Por vingança deita fogo à barraca, vende o terreno a outra família. No fim acabam todos, os novos locatários e a família de Giacinto, por partilhar a velha e decrépita barraca.
Sátira social a um universo sem referências e sem ética a que chegou este mundo perfeito que é a Europa (neste caso a Itália).

Realizador: Ettore Scola
Intérpretes: Nino Manfredi, Maria-Luisa Santella, Francesco Anniballi
Itália, 1976, 111 minutos
CCE: Maiores de 18 anos. Filme de qualidade

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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