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Catarina Furtado prepara “A Voz” e “Príncipes do Nada” em simultâneo

A rentrée de 2011 está a ser atarefada para Catarina Furtado. A apresentação de “A Voz” conjuga-se com as viagens a África para as gravações do documentário “Príncipes do Nada”. Pelo meio, a apresentadora passou pela apresentação da nova programação da RTP1 e falou com o Propagandista Social.

Muito contente!” Foi assim que Catarina Furtado disse estar nesta fase da produção de “A Voz de Portugal”.  Catarina será a responsável pela apresentação do concurso que tem como mentores Paulo Gonzo, Anjos, Rui Reininho e Mia Rose, considerados pela apresentadora como “uma revelação em televisão”. “O papel deles é completamente diferente dos outros formatos de talento-shows (…) Eles aqui não são jurados, são mentores.” afirmou a apresentadora, acrescentando que “quem assiste ao formato pela primeira vez vê logo a diferença que existe em «A Voz de Portugal».

Para Catarina, outra diferença reside no contacto que se estabelece, na fase de castings, entre mentores e candidatos que chega a ser curioso. “Acontecem coisas muito bonitas. (…) Um anónimo arrasou com a sua voz e por isso todos os mentores se viraram [para ele, querendo escolhe-lo para a sua equipa] e o candidato, aí, tem que escolher entre os mentores. (…) O que eu acho muito bonito é nós vermos estrelas da música (…) descerem do seu pedestal e estarem a guerrear umas com as outras” pela escolha do candidato.

Na entrevista, a apresentadora de “Quem Tramou O Peter Pan” realçou o elevado nível de talento dos concorrentes. De entre 7 mil candidatos, foram escolhidos cerca de cem concorrentes por um grupo de elementos da editora musical Universal. Tal aumenta a qualidade dos participantes que chegam à fase de selecção por parte dos mentores – a “prova cega”. Nesta fase, em que os mentores estão de costas para os concorrentes, apenas podendo elegê-los pelas suas capacidades vocais. Cada mentor procurará escolher as melhores vozes para a sua equipa – cada uma composta por 14 elementos – pois, na fase seguinte, competirão entre si.

O talento é, segundo a mesma, um factor que faz com que “A Voz” esteja na estação pública – “não promovemos nada que não tenha qualidade (…) não há cromos, não há tempo de antena gasto”.

Catarina Furtado falou-nos também sobre “Príncipes do Nada”, o outro projecto a ser preparado para a rentrée. Regressada há cerca de um mês do Haiti, a apresentadora parte, na próxima semana, para Moçambique, para a gravação da terceira edição do documentário. O segredo para conjugar ambos os projectos e as longas viagens é, na sua óptica, “muita ginástica, disciplina, organização, muito amor e dedicação”. “É um privilégio poder ter um programa nas minhas mãos como o «Príncipes do Nada»”. Contudo, é inegável a frustração e impotência que se sente em cenários de extrema pobreza com os quais contacta. Sobre isso, a embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População diz que “na primeira série, em cada história que pegava queria logo resolve-la e resolvia algumas (…) mas aprendi a gerir isso e a encaminhar. Hoje em dia já sou um bocadinho «especialista» em fazer sinergias entre pessoas, a juntar contactos, encaminhar pessoas para associações ou ONG’s e isso é das coisas que mais prazer me dá.”

Oiça a entrevista na íntegra de Catarina Furtado aqui.

httpv://www.youtube.com/watch?v=LBTzICr8yUY&feature=youtu.be

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