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EXCLUSIVO: Nuno Santos faz balanço positivo de ano difícil para RTP (veja a entrevista)

O ano de 2011 foi agitada na informação da RTP: mudança de direção, polémica com a possível privatização de canais e a discussão sobre o serviço público. Em 2012 a discussão continua. Pelo meio, o Propagandista Social falou com Nuno Santos, diretor de informação da RTP, que fez o balanço de 2011 e previu 2012.

2011: Prova superada

Apesar de todas as atribulações que a RTP experienciou, Nuno Santos faz um balanço positivo de 2011. O diretor de informação considera que a nova direção superou os obstáculos associados a uma transição, depois da equipa composta por José Alberto Carvalho e Judite Sousa ter abandonado a estação pública para ingressar na TVI. Nuno Santos considera que 2011 foi um “ano muito rico” em acontecimentos noticiosos que foram desde a morte da Khadafi e Bin Ladden, à crise económica europeia, passando pelo massacre na Noruega e o décimo aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro. O ano que agora finda foi de mudanças também ao nível da imagem da informação do canal público. Apesar de ser “cedo para fazer um balanço” das alterações realizadas a 19 de Setembro, “há neste momento uma maior coerência e solidez na oferta” tanto do canal 1 como da renovada RTP Informação.

A nível pessoa, o diretor considera “enriquecedor voltar a fazer informação” depois de ter passado vários anos à frente da direção de programas da RTP e SIC.

2012: Provas a superar

Para 2012, Nuno Santos estipula como primeiro objectivo “continuar a ser o órgão de informação mais procurado pelos portugueses, o que se traduz na confiança dos espectadores para com o jornalismo praticado pela estação pública. Os projetos para o novo ano incluem ainda o reforço da oferta de programas não diários e a criação de melhores sinergias entre os vários canais do universo RTP.

Sobre a privatização de alguns canais da RTP, o diretor de informação considera que não deve manifestar publicamente a sua opinião “porque qualquer coisa que possa dizer, sendo o diretor de informação da RTP, pode introduzir um ruído que acho que não devo introduzir”, deixando para o campo político a tomada de decisão final.

Ao Propagandista Social,  Nuno Santos falou também sobre a polémica em torno do novo conceito de serviço público. O profissional discorda das propostas do grupo de trabalho que defende a diminuição dos programas informativos na grelha de programação da estação pública. Para o diretor,a existência de um órgão de informação na esfera dos cidadãos (…) é um bem, um património que tem provas dadas.

Veja a entrevista integral do Propagandista Social a Nuno Santos:

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