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SoundCloud: Rihanna deixa fãs em êxtase mas não larga playback

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Rihanna invadiu na noite do passado sábado (17) o Pavilhão Atlântico. Os fãs deliraram, a cantora delirou, mas o playback e os back vocals também lá estiveram.

Rihanna - Rihanna Live OnstageCinco anos depois da última atuação em Portugal, na altura no Coliseu dos Recreios, Rihanna voltou a terras lusas. Mais madura, mais experiente, mais à vontade, mais interativa e mais popular, lotou o recinto. A audiência era maioritariamente composta pelo público-alvo da cantora: mulheres jovens adolescentes e adultas.

Para a atuação em Lisboa, Rihanna apresentou o mesmo alinhamento dos restantes concertos da Loud Tour, apresentando mais de 20 músicas. O espetáculo abriu com o grande hit do penúltimo álbum, “Only Girl” com a cantora a surgir dentro de uma bola de metal (um momento semelhante à da atuação de Bad Romance” da digressão de Lady Gaga (!)).

Seguiram-se outras músicas de grande sucesso da cantora, revisitando os álbuns mais antigos com as apresentações de “Shut Up and Drive”, que levou ao primeiro coro da noite por parte de público; “Man Down” que evidenciou a capacidade interpretativa de Rihanna; “Love The Way You Lie”, sem Eminem mas com a cantora a subir literalmente aos céus; ou o já longínquo “Umbrella” (também sem Jay-Z).

Mas o espetáculo não se fez apenas de música ritmada e Rihanna teve que dar a voz ao manifesto nas suas baladas. No momento “fofinho” do concerto pode ouvir-se “Unfaithful”, música cuja interpretação a cantora partilhou com os fãs (por vontade ou por necessidade) e “Californian King Bed”, que levaram o Atlântico ao rubro.

Agora o lado mau que já estava a fazer falta. Como o havia previsto na última edição do SoundCloud, durante o concerto, Rihanna teve que recorrer não raras vezes às vozes gravadas e a aos back vocals. Ora por não conseguir coordenar o canto com a dança, ora por… outra qualquer razão. Pessoalmente, a gravação de vozes é algo que não gosto de ver num espetáculo. Para isso fico em casa a ouvir a música. Acho lamentável, que com bilhetes caros (45€, para o balcão 1, próximos ao de grandes performares como Lady Gaga e Beyoncé), não se consiga oferecer um espetáculo verdadeiramente “ao vivo”.

Para além disso, tenho que voltar a  “bater no ceguinho” para criticar a excessiva sexualidade que Rihanna teima em adotar na sua imagem e atuações, mas que servem para colmatar a falta de capacidade vocal da cantora (alguma coisa tinha que vender!). É por isso que vemos Rihanna, a meio do espetáculo cantar “S&M”, pondo jovens pré-adolescentes (para não dizer crianças) a gritar em inglês coisas como “Porque eu posso ser má, mas eu sou muito boa nisto/ Sexo no ar, eu não me importo, eu adoro o cheiro/ Paus e pedras podem partir-me os ossos/ Mas as correntes e os chicotes excitam-me” (provavelmente sem saberem o que estavam a dizer). A estas juntou-se a senhora que subiu a palco e em cima de quem Rihanna se pôs, fazendo questão de levar as mãos da dita cuja aos seus seios.

Se colocarmos tudo isto à parte, há que admitir que foi um bom espetáculo, dominado pela cor, pela dança e pelos ritmos vibrantes que Rihanna (ou a sua equipa) impõe em cada single que se torna num sucesso. Prova disso é “We Found Love”, música que encerrou o espetáculo, transformando o Pavilhão Atlântico numa verdadeira discoteca (apesar do abuso das vozes gravadas!). Ao longo de todo o espetáculo, Rihanna mostrou não ser uma Diva, mas sim aquilo que é – uma jovem cantora Pop. A cantora mostrou-se sorridente e muito comunicativa com o público, com quem manteve a interação ao longo de todo o concerto. Destaque também para o espetáculo visual e para as cores vivas que dominaram na iluminação, na roupa da cantora (uns sapatos multicoloridos, um vestido amarelo…) e nos vídeos emitidos nas paragens para a cantora mudar de visual e que conseguiram manter a atenção da plateia.

No final do espetáculo, Rihanna agradeceu a energia do público e, mais tarde, no Twitter, a cantora escreveu “PORTUGAL tonight was LEGENDARY!!!”. Na mesma rede social, escreveu aquilo que, provavelmente, ninguém se apercebeu no espetáculo. Ao que parece, Rihanna sentiu-se mal e acabou por vomitar a seguir à atuação de “What’s my name”, chegando ainda a tempo para apresentar “Rude Boy”!

Feitas as contas, e apesar das gravações de voz e do uso abusivo da sexualidade, o concerto de Rihanna em Lisboa esgotou, a cantora esteve à altura, o concerto foi recheado de momentos altos e agradou aos fãs, e como é isso que mais importa, a cantora está de parabéns.

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