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SoundCloud: “tal pais, tal filhos” ou “filho de peixe sabe nada”

No SoundCloud desta semana viajamos até Paris. E porquê? Porque é de lá que vêm os bebés, transportados depois até às maternidades. Não é? Tem a certeza? Olhe que… Vamos por partes…

Nasceu finalmente a filha de Beyoncé e Jay-Z. De seu nome Blue Ivy Carter (B.I.C.), a criança veio ao mundo com 3,2 kg, no andar de um hospital totalmente reservado para o parto, em Nova Iorque. Mas  o que é que isso tem que ver com Paris? Nada e tudo. É que o pai da criança (neste caso sabemos quem é ou… é melhor chamar os Chave d’Ouro para descobrirmos) anunciou ao mundo que Blue foi concebida na cidade da luz, do amor e da Disney, Paris.

A pergunta já não é o que é que Paris tem que ver com Blue, mas o que é que tudo isto tem que ver com o SoundCloud. A resposta: nada e tudo! É que 48h depois de Blue vir ao mundo, já era conhecida em todo o mundo… ou pelo menos o seu choro era. O rapper decidiu criar uma música dedicada à filha, onde incluiu o choro da recém-nascida. Glory” foi publicada na segunda-feira e rapidamente enterneceu todo um planeta chamado Terra.

Tudo isto parece um conto-de-fadas mas tornou-se um marco na história da música. Jay-Z registou os direitos de autor de “Glory” e identificou B.I.C. como participante na música. Ora, com a rápida propagação da música na internet, os downloads sucederam-se. Resultado: a música em questão entrou para a 74ª posição do top de músicas R&B e Hip-Hop da Billboard. Não, não é histórico pelo lugar que atingiu. Digno de comemoração é o facto de Blue Ivy, com menos de uma semana de vida, se ter tornado o ser-humano mais jovem de sempre a entrar para os tops da Billboard, a mais importante tabela dos EUA, e tudo graças a um choro!

Oiça aqui “Glory”:

A história não é assim tão original. Steve Wonder havia feito o mesmo com a filha Aisha no tema “Isn’t She Lovely”. Então porquê o sucesso da pequena B.I.C. (e não estou a falar de um cão, mas ainda da criança)? É que para além da filha de Steve não ter sido registada como participante na música, o tema em questão só chegou aos tops dois anos mais tarde. Para além disso, Aisha não nasceu em 2012. Além dos pais que tem, e da especulação em torno de toda a gravidez e parto de Beyoncé, B.I.C. teve também a “sorte” de nascer nos dias de hoje. A facilidade com que se produzem músicas atualmente é tal, e muito graças às tecnologias digitais que dominam a música contemporânea, que apenas 48 horas depois do parto, Jay-Z já tinha produzido, registado e publicado “Glory”.

Ora todo este aparato levou-me a pensar o que aí vem. Há cerca de dois anos conhecemos os dotes musicais de Willow e Jaden Smith, filhos de Will Smith. Mas já estavam (relativamente) “crescidos” quando deram ares da sua graça. Mas B.I.C. participou numa música com menos de uma semana de vida! Se continuarmos a este ritmo, o que podemos esperar dos gémeros de Mariah Carey e Nick Cannon, Monroe e Moroccan; de Apple e Moses, as crianças de Gwyneth Paltrow e Chris Martin (Coldplay)? A coisa agrava-se se pensarmos de Miranda Lambert e Black Shelton poderão vir a ter um pequeno cantor country nos próximos meses. Pior (ou não): o que resultará da fusão entre Justin Bieber e Selena Gomez? Se sim, eu proponho uma segunda versão de “Baby”, cujos primeiros acordes sejam protagonizados pelo choro do/a sortudo/a que vier ao mundo.

Não posso partir sem partilhar um vídeo publicado no Youtube esta semana. Certamente já ouviu “Born This Way” de Lady Gaga. Certamente já passou os olhos por um dos múltiplos discursos de Barack Obama, presidente dos EUA. Mas certamente nunca ouviu a versão de “Born This Way” de Obama pois não? Pois acredite que já aconteceu (ou não…). É melhor ouvir!

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