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“A Grande Aventura” hoje na TVI

Pediram boleia, dormiram em casa de desconhecidos e comeram morcegos. Estes são alguns momentos vividos pelas celebridades e que a TVI vai mostrar domingo à noite em A Grande Aventura, um formato que vive de situações limite e parece vir para ficar.

De look aventureiro e cabelo entrançado, Fernanda Serrano despiu-se das personagens das novelas e vestiu uns calções para apresentar o novo formato da TVI que se estreia – e acaba – no próximo domingo à noite. A Grande Aventura levou famosos da estação como Luís Esparteiro, Joana Solnado, Sara Prata, Tiago Aldeia, Frederico Barata e Jani Zao para a Indonésia. Aí, desprovidos da fama e munidos com apenas um euro no bolso, as celebridades transformaram-se em anónimos que tiveram de pedir boleia a desconhecidos, guarida a famílias que nunca antes tinham visto e comida a quem pouco tem. “Nem tivemos tempo para pensar nisso [no anonimato]. Foi bastante rápido e intenso todo o processo”, explica Serrano, que regressa, assim, ao papel de apresentadora.

Oito anos depois da experiência em Academia de Famosos ao lado de Paulo Pires, a atriz conta que “a boa disposição mantém-se”, mas diz-se “mais desprendida das preocupações inerentes a uma apresentadora”. “A descontração e a genuinidade são fatores que me são fáceis de executar. E que são a génese do programa. E a minha também. Logo, penso ter obtido aqui um bom equilíbrio”, antecipa a atriz que, em breve, começa a gravar a nova novela Destino, de Tozé Martinho.

“Lição de humanidade”

A atriz destaca da viagem à Indonésia “o fato de conhecer um povo com valores tão nobres e que nos fizeram repensar muita da nossa ‘atividade mundana’ dentro da nossa sociedade! O pior foi constatar, através desta população, que muita coisa se perdeu entre nós. Que o que nos separa não é apenas a distância de mais de meio mundo, mas sim toda uma disparidade de pensamentos e formas de estar na vida”, avalia Fernanda Serrano, que resistiu à falta dos filhos [Santiago, Laura e Maria Luísa]. “Tive as saudades normais para uma mãe que está a trabalhar fora uma semana”, desabafa, revelando que o estatuto de apresentadora lhe deu a benesse de falar com eles por telefone.

Esta também é a conclusão maior de Sara Prata. A atriz, que fez dupla com Luís Esparteiro, põe em perspetiva o que viveu. “Estamos nós todos preocupados com a crise e eles lá, que estão bem pior que nós, nem pensam nisso. Foi uma lição de humanidade. Às vezes, ir para fora faz-nos quase sentir ridículos”. Garante que a sua dupla não passou fome ou sede até porque, acrescenta, foi “muito sortuda nesse aspeto, as famílias que nos aceitavam a dormir à noite até nos mandavam comida para o dia seguinte”.

Sem precisar de gastar o único euro que tinha na hora da partida, Sara Prata suspira a recordar-se dos “mais de 300 quilómetros” que fizeram “à boleia” e o quase horror de ter de comer morcego. “Houve algumas provas físicas difíceis, mas nunca impossíveis de completar como, por exemplo, ter cozinhar um prato típico com morcego e comer”. Tiago Aldeia, atualmente na novela Doce Tentação, teve de saciar a fome com o sabor amargo de provar tal iguaria. “Não é mau de todo. Morcego sabe tipo a frango, codorniz. Tivemos de comer, se não era uma desfeita para eles”, constata o ator, que nesta viagem pelo oriente fez par com Joana Solnado.

O novo formato da TVI, que conta ainda com a participação da dupla de actores Frederico Barata e Jani Zao, terá apenas um episódio único, ao contrário de Perdidos na Tribo, que se estendeu por dez emissões. “Escolhemos exibir numa só noite por uma questão estratégica”, sublinha Bruno Santos, abstendo-se de fazer referências à concorrência. O diretor de Formatos e Conteúdos da TVI justifica ainda que a aposta na gravação de A Grande Aventura, da produtora Endemol, foi rentabilizar “alguns dos atores que estavam entre trabalhos de novela”.

“Aproveitámos uma janela de oportunidade”, acrescenta Santos, lembrando que teve de ser uma rodagem mais curta por haver menos tempo disponível. Fernanda Serrano não se queixa. “Dentro da loucura de tempo que foi entre viagens, competição e regresso, correu tudo muitíssimo bem”, afirma.

O sucesso do filão

Uma expedição integralmente filmada como se fosse um documentário e que, sucedendo Perdidos na Tribo na TVI, é um género televisivo que tem conquistado fãs no Mundo inteiro. Bruno Santos, diretor de Formatos e Conteúdos de Queluz de Baixo, acredita que uma das razões que tem ditado o sucesso deste formato tem que ver com o fato de os programas “serem filmados em locais exóticos”. Defende também que “a componente de aventura é absolutamente fundamental”, não descurando a presença de “caras de atores conhecidas”. Tudo isto somado, no entender de Bruno Santos, “ajuda bastante na descontextualização, os espectadores apreciam o inusitado, o que é diferente, surpresa”.

Texto de Carla Bernardino
Imagens de fama.sapo.pt

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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