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Luís de Almeida, ex-concorrente de A Voz de Portugal: “nunca esperei sequer passar na Prova-Cega”

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Na semana em que termina o talent-show A Voz de Portugal, o Propagandista esteve à conversa com um dos ex-concorrentes: Luís de Almeida.

Natural da cidade do Barreiro, Luís de Almeida já tentou a carreira em Londres, e considera como influências musicais nomes como Siobhan Donaghy, U2, Michael Jackson, Sugababes, Robbie Williams, Natalie Imbruglia e Delta Goodrem.

Luís, de 26 anos, deu-se a conhecer aos portugueses através do talent show A Voz de Portugal onde foi concorrente na equipa de Mia Rose e alcançou a fase das galas.

O cantor concedeu-nos uma entrevista onde fala sobre a sua paixão pela música, a sua participação no concurso e os seus projetos para o futuro:

Propagandista Social: Cantar para si sempre foi uma paixão?

Luís de Almeida: Sim desde muito novo que imitava o que ouvia na rádio, por ser um escape à escola ou hoje em dia ao trabalho. Considero a música a banda sonora da minha vida. Não vivo sem ouvir música e/ou cantar. Não há dia em que não o faça.


PS:
Entrar num talent show era um sonho ou uma forma de divulgar a sua música?

LA: Entrar num talent show teve varias razões. A mais forte provavelmente seria um teste, uma critica, por parte de quem realmente sabe, sobre o meu talento. Muitas vezes ouvimos os amigos e família dizer que cantamos bem mas é-nos necessário ouvir a opinião de profissionais para realmente nos levarmos a sério, ou não. Além do reconhecimento por parte do publico, entrar na Voz de Portugal foi a realização de um sonho. Poder fazer algo que nos diz tanto, num cenário/palco de grandes dimensões, com mentores tão importantes no panorama musical Português e em direto para todo o País é algo que para mim não tem preço nem explicação! Divulgar a minha música, será resultado do meu trabalho após programa.

PS: Como foi a sensação de alcançar a fase das Galas da Voz de Portugal?

LA: Nunca esperei sequer passar na Prova-Cega, e quando isso aconteceu, tracei uma meta a mim mesmo que seria chegar à fase das Galas no programa. Provei a muita gente de que era capaz de o fazer, mas principalmente, a mim mesmo. Com a quantidade de “Nãos” que levamos ao longo da vida, temos tendência a deixar de acreditar. Mas o segredo é nunca baixar os braços e trabalhar de corpo mas essencialmente de alma para o resultado ser positivo. Estou muito orgulhoso pois nunca tinha feito nada a nível profissional e chegar à ultima fase de um programa de TV foi provar a mim mesmo do que sou capaz.

PS: Qual o momento que destaca da sua participação no programa?

LA: Ao longo do programa tive vários pontos altos na minha opinião pessoal. A descoberta de que realmente me identificava com Soul/Jazz ao ser-me atribuído um tema da Aurea, que tanto gozo me deu interpretar. A Batalha, que foi o culminar de semanas de treino intensivo e muitos nervos, para resultar numa atuação brilhante por parte de mim e da Dina Alves. Na 2ª gala, quando sou introduzido ao palco antes da minha atuação e o publico aplaude em pé, é algo de que nunca me vou esquecer. E finalmente quando é anunciada a minha saída, não recordo momento tão intenso e doloroso por ter de abandonar toda a equipa que conheci, e concorrentes, que hoje considero amigos em que alguns levarei comigo para o resto da vida.

PS: Acha que ainda tinha mais para dar na Voz de Portugal?

LA: Sinceramente gostaria de ter mostrado, com outras músicas, mais do que sei e gosto de fazer. Todos nós temos sempre mais para dar, muitas vezes os nervos é que não nos permitem isso. Espero agora ter a oportunidade de mostrar mais de mim através de outras interpretações e especialmente temas da minha autoria.


PS:
Quais os concorrentes que julga mais promissores à vitória do programa?

LA: Sempre tive os meus favoritos, alguns já abandonaram o programa mas sendo fã de grandes e potentes vozes diria que na minha opinião tanto a Bianca como o Ricardo ou a Débora poderiam ser A Voz de Portugal.

PS: Considera que a Voz de Portugal traz inovação aos talent shows em Portugal?

LA: Sim sem duvida. Mas mais na Prova Cega pois o factor físico não é tido em conta. Apenas e só a voz.

PS: É fã do Festival RTP da Canção? Quais são os seus favoritos à vitória?

LA: Não me posso considerar fã do Festival mas considero que é importante para o artista defender o seu País como para Portugal mostrar o que tem de bom. Como ainda não pudemos ouvir os temas e prestações dos concorrentes deste ano, vou apoiar os meus colegas da Voz de Portugal, Arménio, Tó, Joana e claro a minha querida amiga Vânia Osório, pois conheço de perto o talento dos 4.

PS: Quais são os projetos musicais que tem em vista para o futuro?

 LA: Estou de momento a escrever o single de estreia e em breve irei a estúdio gravar. Mais perto do Verão, juntamente com uma banda, quero mostrar de Norte a Sul do País o meu trabalho e alguns clássicos a quem me apoiou desde sempre! Vou empenhar-me e aprender a tocar viola e quem sabe senão dou os primeiros passos na representação?! O Mundo é infinito.

Créditos fotográficos: Lionel Balteiro

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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