Cinema

Óscares 2012: Melhor Argumento Original

O Óscar de Melhor Argumento Original é entregue aos argumentistas que criaram o melhor guião original, ou seja, que não é baseado em nenhum material publicado anteriormente.

Fique a saber tudo sobre os cinco nomeados dos Óscares 2012:

httpv://www.youtube.com/watch?v=e_7cztv_Bgk

O Artista

(Michel Hazanavicius)

Quando há poucos dias Michel Hazanavicius subiu ao palco dos BAFTA para receber o prémio na categoria de melhor guião original, o realizador disse, em tom de brincadeira, que ficava muito surpreendido com o prémio, pois a maior parte das pessoas pensava que por não existirem diálogos, não existia argumento. Na verdade, têm sido muitas as vozes de crítica pela nomeação de “O Artista” na categoria de melhor argumento original em várias cerimónias de atribuição de prémios, incluindo os Óscares. Até mesmo Jimmy Kimmel troçou com o argumento, dizendo que o argumento deve ter umas quatro páginas. Porém, a verdade é que o guião é extremamente rico em detalhes, com uma explicação minuciosa de como cada cena se deve desenrolar.

A Melhor Despedida de Solteira

(Kristen Wiig e Annie Mumolo)

Kristen Wiig e Annie Mumolo juntaram-se para escrever a comédia “A Melhor Despedida de Solteira”, que nos conta a história de um grupo de mulheres que se junta para proporcionar a melhor despedida de solteira de sempre para a amiga. O guião foi escrito em apenas seis dias, mas obviamente tiveram que o reescrever posteriormente vezes sem conta. Esta dupla lutou por escrever uma história na qual acreditavam veemente: um enredo sólido com personagens reais, com pitadas de sensualidades e, claro, um monte de gargalhadas à mistura. Uma receita de sucesso, que tornou as damas de honor na coisa mais quente das salas de cinema no verão de 2011.

Margin Call

(J.C. Chandor)

Margin Call” é um argumento que se arrisca a aprofundar o controverso tema da crise financeira. Outros escritores já haviam feito o mesmo, como foi o caso de Allan Loeb com “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” (2010)  ou John Wells com “Homem de Negócios” (2010). Mas enquanto esses dois argumentos preferiram manter-se à superfície, “Margin Call” não temeu em dar um salto e mergulhar bem fundo no enredo. Este é um filme sobre dinheiro. Sobre o que acontece quando você está no comando de todo o dinheiro do mundo. É sobre a ganância. É sobre ser-se dependente de dinheiro. J. C. Chandor já tinha a ideia do filme na cabeça há cerca de um ano, até ao momento em que se decidiu a passar as suas ideias para papel. Foi um processo rápido: em apenas quatro dias o argumento estava finalizado.

Meia-Noite em Paris

(Woody Allen)

Neste filme, Woody Allen voltou a imprimir a sua marca de sucesso. Com um guião de inteligência e emoção tão próprios do cineasta, “Meia-Noite em Paris” recupera aquela noção de magia que tanto encanta Woody Allen. Aliás, é o próprio a dizer que sente muitas vezes que apenas uma solução mágica poderá saltar a condição humana. Para o realizador e argumentista, a vida já é tão terrível e trágica que, à falta de um ato de magia, estaríamos simplesmente condenados. É considerado como o grande favorito à vitória nesta categoria.

Uma Separação

(Asghar Farhadi)

Nomeado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro (e um dos prováveis vencedores a arrecadar o prémio), a nomeação do filme iraniano nesta categoria não é totalmente inesperado, atendendo ao impacto que tem tido junto do público e cineastas. Ainda assim, esta é uma categoria particularmente notável para um filme estrangeiro, considerando a barreira da língua que a Academia norte-americana não está habituada a lidar. O argumento de Farhadi destaca-se pela simplicidade usada para transmitir temas complexos.

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