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Cavalo de Guerra: novo filme de Spielberg já nos cinemas

110328_B_POR-BR_65x95.inddSteven Spielberg está de volta ao grande ecrã com a longa metragem “Cavalo de Guerra”.

Nomeado para 6 óscares da academia, incluindo melhor filme e melhor fotografia e melhor direção artística, o filme assume-se como um épico de guerra que tem como protagonista um cavalo de nome Joey.

A película inicia-se com o nascimento do pequeno Joey e depressa se desenrola até ao encontro com seu primeiro dono: Albert Narracott (Jeremy Irvine).  Albert é um adolescente sensível e determinado em ajudar a família a enfrentar os problemas económicos que se agravam no período pré-Primeira Guerra Mundial. O cavalo adquirido pela família do jovem será a última esperança da sobrevivência económica dos Narracott.


Mas esta história não se centra em homens, mas sim no pequeno Joey que depressa cresce e, devido a um conjunto de infortúnios, não tem uma vida fácil. Depressa o cavalo deixa o seu dono Albert e segue com uma companhia militar inglesa para a I Guerra Mundial. O jovem Albert jura um dia reencontrar o seu cavalo e essa parece a premissa que guia o filme.

Começando por falar no que de positivo nos trás este filme, há que destacar o exímio trabalho de Janusz Kaminski, responsável pela fotografia que lhe valeu uma nomeação ao óscar. Também na direção artística, assinada por Rick Carter no design de produção e Lee Seales na decoração do set, há que destacar um excelente trabalho que foi recompensado pela academia igualmente com uma nomeação a Óscar.

O grande problema de Cavalo de Guerra reside na própria história e também nas opções de Spielberg para tornar um épico pesado e dramático em algo mais leve. É caso para dizer que o tiro foi ao lado, o cavalo como protagonista não consegue agarrar o espectador ao ecrã e a irrealidade de muitas cenas fazem-nos distanciar ainda mais deste personagem e protagonista. As cenas cómicas introduzidas no auge dos momentos dramáticos surgem como momentos inoportunos caindo por vezes no ridículo.

O que fica no fim de Cavalo de Guerra é a sensação que Spielberg não esteve no seu melhor e que poderia ter seguido caminhos bem mais interessantes num filme que não supera as expectativas.

[xrr rating=2.75/5]

Filipe Ribeiro


“Cavalo de Guerra” é um filme extraordinariamente bem realizado, não tivesse a assinatura de Steven Spielberg por baixo. A banda sonora e a fotografia são de facto os elementos que fazem a diferença nesta fita (assim como as cenas de guerra), conferindo-lhe algum ritmo e dinamismo. Porém, não é um filme para aqueles que não gostem de sentimentalismos, e as interpretações não são fantásticas, embora Jeremy Irvine se saia muito bem. No final soa a algo já antes visto, mas ainda assim a história comove. O filme não gera indiferença assim que se sai da sala de cinema, mas desilude por ser muito sobrevalorizado.

[xrr rating=4/5]

Rita Costa

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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