Cinema

A (in)justiça dos Óscares

Em vésperas da cerimónia, coloca-se a questão…mas afinal quem é que decide para quem vão as estatuetas douradas? Escondidos por detrás do grande nome que é a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, pouco se sabe sobre os elementos que compõem o júri. E o que se sabe levanta algumas questões sobre a justiça das votações…

As raças

Segundo uma investigação levada a cabo pelos Los Angeles Times, a Academia conta com 5765 membros votantes. Contudo, este grupo votante não representa uma igualdade justa e representativa do mundo do cinema. Em primeiro lugar, 94% do júri é de raça branca. Uma diferença desmedida, que levanta ainda mais controvérsia se formos analisar o número de vencedores de outras raças. Em 83 anos de história dos Óscares, apenas 4% dos prémios de representação foram para atores afro-americanos. Em 2011, Samuel L. Jackson queixou-se do facto de nenhuma cerimónia de entrega dos Óscares ter sido apresentada por um indivíduo negro: «É óbvio que não existe nenhum ator preto em Hollywood que saiba ler um teleponto, ou que não seja fixe o suficiente», disse ao Los Angeles Times.

O sexo

Neste júri da Academia, 77% são homens. Na categoria da realização, em 84 anos de existência (este ano não existe nenhuma mulher a concorrer), apenas Kathryn Bigelow saiu vencedora em 2010 com “Estado de Guerra”.

A Idade

Mais de metade dos votantes tem mais de 60 anos. No ano passado, quando “O Discurso do Rei” saiu vencedor sobre “A Rede Social”, os responsáveis da Sony Pictures manifestaram o seu descontentamento, afirmando que o filme apenas não tinha saído vencedor porque os membros da Academia mais velhos não se identificariam com a história do Facebook.

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