Cinema

Crítica: A beleza das Serviçais

As Serviçais” é uma história brilhante, que nos conta com realismo e paixão a crueldade a que a população de raça negra era sujeita nos estados sulistas da América do Norte na década de 60.

Skeeter (Emma Stone) regressa à sua cidade natal após terminar a universidade. Apaixonada pela literatura, a jovem de 22 anos deseja tornar-se escritora, mas no ano de 1962 a única coisa que a família quer é que ela se case rapidamente. Aibeleen (Viola Davis) é uma criada negra, sábia e experiente, que educou mais de 17 crianças, mas que perdeu o seu filho num acidente. Minny (Octavia Spencer) é a sua melhor amiga, e é provavelmente a mulher com a língua mais afiada da terra.

E inesperadamente, a vida destas três mulheres aparentemente tão diferentes, acabarão por se cruzar, e juntas iniciaram um projeto que mudará para sempre as suas vidas e a de todas as pessoas que habitam a cidade de Jackson.

As Serviçais” é um filme brilhantemente trabalhado, que flui com genuinidade e envolvência, interagindo naturalmente com o espetador. A prestação do elenco é essencial, e prova da sua qualidade é a nomeação de Viola Davis na categoria de melhor atriz principal, e a indicação de Jessica Chastain e Octavia Spencer em papéis secundários. E, claro, a nomeação a melhor filme, que simboliza o apreço e consideração da Academia norte-americana pelo resultado de “As Serviçais”. Um improvável vencedor mas um justo nomeado.

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