Cinema

Crítica: Moneyball

Baseado numa história verídica, “Moneyball” conta-nos a história de Billy Beane (Brad Pitt), o treinado de uma equipa de baseball que acabou de perder os seus maiores jogadores para outras equipas. Para evitar o desastre nos resultados, a equipa vê-se obrigada a reinventar-se com um orçamento muito limitado. E é precisamente nesse momento de desespero que surge o economista Peter Brand (Jonah Hill), que sugere que a contratação dos jogadores seja apoiada em estatística. Agora, a dupla vai lutar contra tudo e contra todos para trazer para a equipa jogadores que aparentemente são um fracasso para todos os adversários. Mas que estatisticamente, podem ajudar a constituir a equipa teoricamente perfeita.

Moneyball” não é apenas uma história sobre desporto. Ele fala-nos sobre a capacidade de contornar as dificuldades e ir para além do que os outros nos julgam capazes, adições que tornam “Moneyball” verdadeiramente interessante.

Individualmente, os jogadores que Billy Beane e Peter Brand decidem contratar não passam de meras cartas fora do baralho. Renegados pelos seus fracassos e historiais de derrotas, eles são encarados como sinónimos de insucesso, e até ruína. E, com o passar do tempo, também eles acabam a julgar-se como tal. Contudo, um jogo não é feito de um único individuo, mas sim de um conjunto de jogadores. E é na capacidade de atuar como equipa que, em qualquer campo, se pode decidir uma vitória ou uma derrota.

Moneyball” foi encarado por muitos como absolutamente brilhante. Contudo, defenderia antes que é um filme interessante e estimulante, que proporciona aproximadamente duas horas satisfatórias que valem cada minuto dispensado. Mas daí a ser brilhante vai uma longa distância. Há algo que não faz o clique em “Moneyball”, e que o mantém na linha do satisfatório. E, infelizmente, apesar do final maravilhoso, na nota final não podemos dizer que tenha evoluído para o excelente.

[xrr rating=3.5/5

httpv://www.youtube.com/watch?v=-4QPVo0UIzc

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