Cinema

Crítica: Os Descendentes

Matt é advogado e um dos homens mais ricos do Hawaii. Quando a sua mulher Elizabeth tem um acidente de barco e fica em coma, Matt, que sempre fora um pai e marido ausente, tenta pegar nas rédeas da sua família e levar a vida para a frente. Ao mesmo tempo que tentam lidar com o final próximo de ElizabethMatt e as suas filhas tentam fazer as pazes com o passado e encontrar, de algum modo, uma esperança para o futuro.

Os Descendentes” é um filme bastante intenso, onde o drama e o desespero são as premissas bases da história. Ainda assim, existe um esforço considerável em aligeirar a intensidade da história de Kaui Hart Hemmings. Com alguns momentos de humor subtil, sem fugir à premissa base da história, “Os Descendentes” procura equilibrar o drama e o humor, sem chegar nunca a atingir nenhum dos extremos. Existem verdadeiros casos de sucesso de filmes que o conseguem fazer com brilhantismo: “50/50” é um exemplo bem recente disso. Contudo, com este filme ficamos com a sensação que ele nunca chega a ser coisa nenhuma.

É um drama, mas há uma linha que não é trespassada para não tornar o filme demasiado intenso. Tem momentos de humor, mas há novamente uma barreira que não o permite ir mais longe, pois trata-se sobretudo de um drama. E, no final, ao contrário de outros casos de sucesso, ficamos sem perceber muito bem o que foi afinal “Os Descendentes”. Um filme desfrutável para um domingo à tarde solarengo talvez, em que procuramos um entretenimento light e sem grande profundidade. Mais do que isso? Não.

A prestação de George Clooney é bastante aceitável, apesar de este continuar a ser colocado num patamar de excelência e qualidade de representação exagerada. Poderá certamente ser uma das suas melhores prestações, disso não há dúvida. Mas comparativamente a atores tão genuinamente arrebatadores, que com a sua capacidade de encenação nos fazem sentir exatamente aquilo que pretendem, continuar a afirmar que George Clooney é um dos melhores atores de Hollywood não é apenas um exagero: é ridículo. E, por isso mesmo, a afirmação de que se trata de um dos seus melhores trabalhos acaba por se tornar relativa. Ele está bem. Mas excelente? Brilhante? Não.

Um filme com bastante menos interesse do que a publicidade lhe fez valer.

[xrr rating=2/5]

httpv://www.youtube.com/watch?v=CWHNXJ1K4yA

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