Destaques

“Incógnito”, domingo, na RTP1

Oficialmente, já não há filhos de “pais incógnitos”, mas para preencher o espaço em branco reservado ao nome do progenitor no registo de recém-nascidos sem pai declarado, entram ao trabalho os Procuradores e Juízes do Tribunal de Família e Menores. Esta é a história de Lúcia, Procuradora Adjunta, encarregue de averiguações oficiosas de paternidade de crianças registadas sem nome do pai, função que desempenha com uma dedicação intensa pois ela própria desconhece quem é o seu pai. No início da história, Lúcia descobre que está grávida, mas não o diz de imediato ao seu companheiro, Frederico. A altura não é a melhor e a gravidez não foi planeada. A sua mãe, Matilde, está gravemente doente numa fase terminal de cancro, e é a ela que Lúcia conta o seu estado, o que leva a uma conversa sobre o pai desconhecido de Lúcia. Lúcia não sabe, mas esta será a última conversa que terá com a mãe, que falece no dia seguinte, ficando no ar a incógnita da identidade do seu pai. Enquanto lida diariamente com outros casos de paternidade desconhecida ou recusada, Lúcia, com a ajuda de Frederico, vai investigar por sua conta própria a identidade do homem da foto, na esperança de o identificar e esclarecer qual foi a sua relação com Matilde, e se poderá na verdade ser seu pai.

Personagens Principais

Lúcia Taveira (Lúcia Moniz) – 35 anos, vive com Frederico. É Procuradora Adjunta num Tribunal de Família, e é regularmente encarregue de averiguações oficiosas de paternidade de crianças registadas sem nome do pai, função que desempenha com uma dedicação intensa pois ela própria desconhece quem é o seu pai, apesar de já ter feito as pazes com esse passado e essa incógnita. É uma mulher dedicada ao seu trabalho e defensora acérrima dos direitos dos menores. Apesar de ser uma mulher forte no seu trabalho tem um lado frágil a nível pessoal. É uma mulher por vezes angustiada e que tem tendência para complicar as questões da sua vida pessoal, ao contrário da vida profissional em que é decidida e pragmática. Sente que tem um dever de justiça para com os desfavorecidos, e ao tomar conta de tantos casos de menores e famílias no tribunal, encontra aí um substituto para uma família própria, e por isso não tem nos planos ser mãe tão cedo. Ao descobrir que está grávida vai ficar apreensiva e com dúvidas, mas o apoio do companheiro vai acabar por a conquistar para a ideia de constituir família.

Frederico Matias (Pedro Laginha) – 40 e tal anos, jornalista. É uma pessoa sensível e ama incondicionalmente Lúcia. Aceita todas as suas angústias, dúvidas, e altos e baixos emocionais. Durante muitos anos trabalhou um pouco anónimo entre várias redações de jornais, mas de momento está a ganhar estatuto como jornalista de referência, assim como cronista, e passou a ser dos favoritos para entrevistar políticos e outras figuras de referência. É uma pessoa afável que conquista rapidamente os seus interlocutores. Ao mesmo tempo, é um idealista, humanista e optimista. Criativo e dinâmico, é uma pessoa que gosta de se dar bem com todos os que o rodeiam, sem que com isso deixe de ser frontal e pragmático.

Gustavo Ferreira (Guilherme Filipe) – perto de 60 anos, empresário e político, casado, com dois filhos, é apontado como candidato a futuro primeiro-ministro e, apesar de ser independente, acaba por ter o apoio de um partido. Apresenta propostas inovadoras e é um favorito dos opinion-makers do país. Contudo, uma suspeita de envolvimento num caso de corrupção que se encontra em julgamento vai pôr em causa a sua eleição, embora ele se afirme inocente e vítima de uma difamação para perder votos. No passado, fez parte de um movimento armado de extrema-esquerda, e durante esse período viu-se envolvido em algumas situações que o levaram a fugir do país, tendo ir estudar para Londres. É culto e gosta de ler, tendo como sua empresa favorita uma editora de livros, que dá prejuízo mas que lhe traz alegria.

Ideia: Luis Avelar e Artur Ribeiro
Argumento: Artur Ribeiro

“Incógnito”, domingo às 22h00, na RTP1.

 

Categorias
DestaquesTelevisão

Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

Comentários