Cinema

Óscares 2012: Previsão do vencedor do Melhor Argumento Original

Existe algo de absolutamente extraordinário nos argumentos originais deste ano. Em primeiro lugar, temos um filme estrangeiro nomeado nesta categoria, algo raro no passado da Academia. Falamos de “Uma Separação”, o filme iraniano de Asghar Farhadi, que nos conta uma história corajosa e comovente sobre as desigualdades sociais que ainda hoje marcam o Irão.

Noutro canto completamente oposto, a história de “A Melhor Despedida de Solteira” foi um justo nomeado ao trazer para as salas de cinema uma lufada de ar fresco para as comédias que geralmente abundam nos cinemas. Não sendo grande apreciadora de comédias, em grande parte devido à falta de qualidade que marcam geralmente o género, confesso que me deliciei com “A Melhor Despedida de Solteira”. Um trabalho extraordinário de Kristen Wiig e Annie Mumolo, que trazem algo absolutamente inovador para o grande ecrã.

Mas serão estes dois filmes, ou até “Margin Call“, capazes de levar o Óscar de Melhor Argumento Original? Penso que não. A disputa está entre “Meia-noite em Paris” de Woody Allen, e “O Artista” de Michel Hazanavicius. E entre estes dois, tal como acredito que também seja o pensamento da Academia, eu entregaria a estatueta dourada a Woody Allen.

             O Justo Vencedor                         O Provável Vencedor

Não vamos entrar pelas parvoíces que se têm feito ouvir sobre o facto de “O Artista” não poder ser nomeado nesta categoria por ser um filme mudo. Essa afirmação tem tanto de ridículo como de absurdo. Não existe história sem argumento, e o que não existe no guião de diálogos existe de descrição minuciosa do ambiente. Mas então porquê “Meia-noite em Paris”? Porque ele é absolutamente brilhante, bem próprio da genialidade de Woody Allen, e muito provavelmente veremos “O Artista” a brilhar em muitas outras categorias. E mesmo que o cineasta decida novamente não comparecer na cerimónia, merece receber posteriormente a sua estatueta dourada na caixa do correio. Com ou sem atritos entre Woody Allen e a Academia, “Meia-noite em Paris” é genial, e não pode deixar de ser reconhecido na grande noite dos Óscares 2012.

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