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Óscares 2012: quem arrasou e quem desiludiu na Red Carpet

Grandiosa e desejada, dispensa apresentações. Falamos-lhe da 84ª Cerimónia dos Óscares da Academia. Se havia lugar para estar ontem à noite era ou no Kodak Theatre, junto das maiores estrelas de Hollywood ou no seu sofá, a acompanhar todos os pormenores da cerimónia na televisão.

O Propagandista Social não faltou à chamada e esteve bem atento ao sempre emblemático desfile dos famosos na passadeira vermelha. Se por um lado muito glamour, por outro…nem tanto.

Os melhores

Ver a Red Carpet dos Óscares e não vislumbrar Angelina Jolie é pior que ir a Roma e não ver o Papa. Bem, está claro que é um cenário impossível. E ontem à noite ela voltou a mostrar aos mais esquecidos porque é que é um ícone de estilo e elegância. A atriz usou um vestido em veludo da autoria do Atelier Versace, com uma grandiosa abertura até meio da coxa direita. Angelina marcou mais uma vez pontos ao apostar na simplicidade, pois dispensou o brilho das joias e apostou num cabelo solto com jeitos que em muito a favoreceram. Se houver adjetivos que descrevam a senhora, por favor digam-me. O meu dicionário de elogios já não chega para tamanha beleza.

Pode andar mais desaparecida nas lides sociais, mas ontem não houve quem não reparasse em Milla Jovovich. A atriz enfeitiçou as objetivas dos fotógrafos num fantástico Elie Saab branco com brilhantes. O toque dos lábios vermelhos e o penteado fancy completaram o look que fez da protagonista de Resident Evil uma das melhores da noite. Se esta foi a sua primeira vez nos Óscares, queremos mais primeiras vezes assim.

Não é de todo uma surpresa, mas a verdade é que Gwyneth Paltrow mostrou (pela 234ª vez) que ser bonita não implica o uso de quilos de maquilhagem e centenas de acessórios. A mulher do vocalista dos Coldplay brilhou num Tom Ford branco que até teve direito a uma capa que nem super mulher. A verdade é que, apesar de ser uma combinação improvável e até, à partida, um pouco estranha, assentou que nem uma luva à atriz. Não tentem isto em casa.

Quando se pensa numa ruiva a usar um vestido vermelho, fica-se um pouco de pé atrás. A verdade é que Emma Stone veio quebrar este estigma e quebrar corações na passadeira vermelha. Num vestido da autoria de Giambattista Valli, a atriz de 23 anos soube como deslumbrar. Embora inspirado na indumentária de Nicole Kidman em 2007, não há dúvidas que Emma conseguiu marcar pontos. O laço no pescoço dá um toque festivo e ao mesmo tempo clássico, características claras da cerimónia dos Óscares.

Nesta altura da noite, Octavia Spencer estava longe de imaginar que ia sair de Los Angeles com o prémio de “Melhor Atriz Secundária”. Ainda assim foi uma das grandes surpresas da noite no que toca à Red Carpet. O vestido Tadashi Shoji acentuou as várias curvas da atriz e contrastou o tom nude com a sua tez escura. A simplicidade nas joias foi fundamental, pois a criação escolhida deu a Octavia a quantidade perfeita de brilho para chamar a si todas as atenções.

Jessica Chastain vestiu, muito provavelmente, o vestido mais incrivelmente trabalhado da noite. Num desenho que faz lembrar a filigrana portuguesa, a atriz conjugou na perfeição o seu cabelo ruivo com os detalhes dourados. O penteado solto e ligeiramente ondulado deixou que o enfoque fosse todo para a indumentária. A combinação dourado/preto saiu, mais uma vez, vencedora.

Os piores

Anne-Sophie Bion foi, digamos, uma desgraça. Numa cerimónia em que se espera ver vestidos fantásticos, com linhas elegantes, aparece isto. Não é de todo um vestido para os Óscares, e arriscaria dizer para o que quer que seja. A verdade é que parece um saco do lixo gigante, recortado de forma a caber no corpo da editora de “O Artista”.

Se havia algo que não se esperava ver era um vestido amarrotado. Bom, pensando melhor acho que Anna-Sophie já quebrou esse limite. No entanto, Esperanza Spalding destacou-se nessa categoria e ainda em outra: pior cabelo dos Óscares. Não é condenável ter uma afro, é sim condenável ter esta afro, completamente desregrada. Ao todo nada bateu certo. Uma joiazinha teria ajudado…ou não?

Embora não tenha sido nomeada para nenhuma categoria, Shailene Woodley compareceu aos Óscares pelo seu papel em “Os Descendentes”. Infelizmente a escolha do vestido não foi a melhor. Desenhado por Valentino, apresentou um estilo que não deixou a atriz gozar da harmonia do seu corpo. As linhas direitas, as mangas compridas e a falta de decote fez Shailene parecer ter 60 anos. (Aposto que há por aí muitas avós que gostaram de ter este vestido no armário.)

Jennifer Lopez sempre nos habituou à sua diferença no que toca à indumentária. Não há nenhum estilo que a defina, é apenas ela própria. Na noite de Domingo não soube usar esse fator a seu favor. A cantora apareceu num Zuhair Murad que, combinado com um penteado do género coque XL criou uma enorme confusão visual. Conhecida pelas suas formas, Jennifer não as potencializou com o vestido, antes pelo contrário. As riscas davam a ilusão de uns 10 quilos a mais. Poor Jennifer from the block.

Quando pensamos em Dolce & Gabbana imaginamos um vestido elegante, cheio de glamour, e uma mulher a condizer para usá-lo. Isso era antes de vermos Busy Philipps. Vestido rendilhado cinzento escuro + brincos azuis + pumps rosa choque… É isso mesmo que está a pensar. Não funcionou, nem de perto nem de longe. Esperemos que a própria também o tenha percebido. Já nos chega sofrer uma vez.

É certo que Missi Pyle tem um corpo de fazer inveja a muitas raparigas novas, mas quanto ao gosto deixa um pouco a desejar. Na noite dos Óscares, a atriz usou um vestido amigo do ambiente mas nada amigo dos olhos. Apesar de ter um corte bonito, que ajuda às curvas, a cor foi um fracasso. Missi, para a próxima não nos roubes a toalha de picnic.

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