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SoundCloud: Admiração depois da morte – o caso de Whitney

O sucesso depois da morte parece já ser coisa habitual no showbizz. Aconteceu com Michael Jackson e Amy Winehouse. E agora chega a vez de Whitney Houston dar a voz ao manifesto. A cantora junta-se ao leque de estrelas que brilham depois de apagarem!

Desta vez bateu um record na tabela Billboard, que mede a venda de discos nos Estados Unidos da América. Segundo a publicação, Whtiney é a primeira mulher a deter três álbuns no top 10 de discos mais vendidos nos EUA. “Whitney: The Greatest Hits” está em 2º lugar (174 mil exemplares vendidos), “The Bodyguard” em 6º (47 mil exemplares vendidos) e “Whtiney Houston” está na 9ª posição (30 mil exemplares vendidos). Para além destes, na tabela dos 100 discos mais vendidos há mais três de Whitney. Contas feitas, desde a sua morte a 11 de fevereiro, foram vendidos mais de 668 mil exemplares de álbuns e cerca de 2,76 milhões de músicas só nos EUA.

Todos  estes números vêm evidenciar o sucesso que tem uma morte. Isto é horrível de se dizer. Mas mostra como os supostos “admiradores” só se lembram de quem “admiram” depois de os “admirados” morrerem.  Isto dava para construir uns quantos memes

Michael Jackson antes da morte: “Pedófilo”. Michael Jackson depois da morte: “uma lenda, grande intérprete, tão talentoso”.
Amy Winehouse antes da morte: “Alcoólica, drogada”. Amy Winehouse depois da morte: “grande voz”.
Whitney Houston antes da morte: “Drogada, alcoólica” (só para ficar a ordem diferente da anterior). Whitney Houston depois da morte: “grande voz, uma intérprete sem igual, uma diva”.

Vejamos alguns casos que, indiretamente e em tom de piada, dizem belas verdades:

When famous people die...

You know it's true

Whitney Houston Dies

Mas a crítica estende-se também às produtoras musicais. No caso de Whitney, depois da sua morte, a Sony (sabendo já como as coisas funcionam) apressou-se a aumentar os preços dos discos da cantora em cerca de 60%. Os “admiradores” e os “admirados” exaltaram-se por terem que pagar mais pelos discos de Whitney e reclamaram. A distribuidora  (curiosamente) “admirada” com o aumento dos preços, pediu desculpa e voltou a baixá-los.

No final de tudo isto eu é que fico admirado com tamanha hipocrisia por parte dos “admiradores” e da minha “admirada” indústria musical sedenta por ganhar ainda mais uns quantos euros em vez de, pelo menos, prestar tributo àqueles que a fizeram lucrar tanto.

Por favor “admiradores”/pessoas que compram e ouvem música (e pessoas em geral): celebrem quem “admiram” enquanto cá andam, não depois de se “admirarem” com a morte de quem “admiravam” ou passaram a “admirar”. Vamos celebrar a Vida em vida!

Os filhos do Youtube

Falemos de assuntos mais felizes, mas também dignos de admiração. Há umas semanas, a propósito da lei da SOPA nos EUA, falei da importância e do valor das estrelas que emergem todos os dias no Youtube. São pessoas que interpretam músicas de artistas mais conhecidos e outros tantos que mostram os seus dotes de escrita e preferem apresentar temas originais. Pois bem, hoje apresento uma prova viva do que havia dito.

Conor Maynard é um jovem que publicou vários vídeos seus no Youtube, cantando músicas de Jessie J, Kings of Leon, Chris Brown, etc. No total, os vídeos deste “amador” foram vistos quase 53 milhões de vezes. A EMI ouviu, gostou e contratou: Conor Maynard prepara-se para lançar o álbum de estreia a 16 de abril. No Youtube (a sua casa-mãe) já circula o primeiro single, “Can’t Say No”.

Oiça “Can’t Say No” e “Price Tag” por Conor Maynard:

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