Cinema

“A Mulher de Negro” estreia esta semana (leia a crítica)

Harry Potter cresceu. Daniel Radcliffe, o actor que durante 10 anos foi o feiticeiro mais famoso em todo o mundo, é agora protagonista em “The Woman in Black”. Um jovem advogado inglês na época vitoriana, que faz tudo para criar o seu filho, depois de ficar sem a sua esposa.

Arthur Kipps, o advogado viúvo, deixa o seu filho ao cuidado da ama e viaja até uma pequena aldeia para tentar vender a casa de uma cliente recentemente falecida. Mas dentro da mansão existem muitos segredos que todos tentam esconder. Kipps descobre que uma mulher, vestida de negro, vagueia pela casa, á procura de algo. O advogado tenta assim descobrir o passado da sua cliente, sem saber que esta, pode destruir o que ele mais estima.

Em primeiro lugar, é preciso realçar que Daniel Radcliffe não é um grande actor e tem ainda muito que aprender. Na primeira meia hora de filme, é muito difícil desligarmo-nos do facto de que este actor foi “Harry Potter”, e aos olhos dos fãs (eu incluída) continua a ser. Torna-se ainda mais difícil desligarmo-nos desse facto quando vemos o actor interpretar um viúvo que tem um filho ao seu cuidado.

Durante grande parte da fita, o actor está sozinho em cena, e não tem que falar, o que neste caso, penso resultar a seu favor. Fazendo uso da linguagem corporal, o actor faz um papel convincente e assim que nos desligamos de “Harry Potter”, e vemos o desenrolar da história, podemos concluir objectivamente que é bastante competente.

As roupas, típicas da época vitoriana, os cenários, e a casa “assombrada” estão absolutamente fantásticos, denotando-se uma grande atenção ao detalhe. Os exteriores são de cortar a respiração, e arrisco até a dizer que são o melhor do filme.

Sendo esta uma narrativa “negra”, existem bastantes momentos que o farão saltar no seu lugar. As bonecas de porcelana, os brinquedos assombrados, e as cadeiras de baloiço que se movem sozinhas podem parecer clichés dos filmes de terror, mas funcionam muito bem, gerando uma certa inquietação no espectador. De facto, é um excelente thriller psicológico cheio de suspense, e apesar de ser um pouco assustador, não vai querer desviar o olhar por um momento.

O final do filme é bastante interessante por fugir ao comum, e por deixar o espectador com algumas dúvidas. Afinal, nem todas as histórias têm que terminar com um “viveram felizes para sempre”. Ou será que têm?

Este é o primeiro filme que Daniel Radcliffe protagoniza desde o fim da saga “Harry Potter” e o Propagandista Social soube que o actor esteve presente na estreia do filme em Madrid.

O filme é a adaptação do famoso best-seller de Susan Hill, “A mulher de Negro” e tem estreia marcada para esta quinta-feira, nas salas de cinema portuguesas.
[xrr rating=3/5]

Categorias
CinemaDestaques

Jornalista Estagiária numa publicação mensal e amante de Cinema e da Cultura nacionais

Comentários