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Exclusivo PS: José Alberto Carvalho diz que polémica das audiências é “altamente perigosa”

José Alberto Carvalho

José Alberto Carvalho considera que a polémica em torno da medição de audiências da GFK é «altamente perigosa» para o setor televisivo.

O diretor de informação da TVI disse em exclusivo ao Propagandista Social, que a discórdia entre operadores televisivos num momento de crise é prejudicial para o negócio da televisão.

«É penalizadora para todo o setor. Numa altura de crise, os principais operadores não estarem consensualizados e unidos sobre uma questão fundamental – como é que se mede este mercado? – é sobretudo desvalorizador para o negócio e é altamente perigoso.»

Sobre os problemas técnicos registados durante os primeiros dias de medição de audiências da GFK, José Alberto Carvalho remete as explicações para os responsáveis pelo sistema.

«Quanto às questões técnicas, há uma Comissão Técnica da GFK, que inclui pessoas de todas as estações de televisão, distribuidores, os anunciantes. Estas pessoas é que têm que responder sobre a veracidade da amostra, etc..»

Ainda assim, e apesar de todas as críticas que são apontadas às novas técnicas de audimetria que entraram em vigor a 1 de março, o apresentador do “Jornal das 8” considera que este sistema é melhor que o seu antecessor, gerido pela Marktest.

«Parece-me inquestionavelmente que a tecnologia que está a ser testada agora é melhor que a tecnologia que havia anteriormente. Permite-nos, em teoria, ter um contacto mais fiel com aquilo que é o consumo de televisão em Portugal. Ninguém estava à espera que se mantivessem exatamente os mesmos valores de audiências da tecnologia anterior. Mudámos completamente o paradigma de medição. No painel anterior o consumo de televisão por cabo era residual e isso não corresponde à verdade. No paradigma anterior ninguém usava a televisão para jogar Playstation ou Wii. Neste painel isso acontece. No antigo painel a TDT (Televisão Digital Terrestre) não estava representada, neste está. Neste momento, 80% do consumo de televisão já é feito através de TDT.»

A polémica em torno da medição de audiências da GFK agravou-se quando um estudo da RTP detetou falhas graves no sistema. Períodos temporais sem registo de audimetria, a sinalização de espetadores que visualizaram televisão por cabo quando não tinham acesso a conteúdos pagos, ou deficiências na amostra de espetadores foram alguns dos erros apontados pela estação pública.

Após os primeiros resultados da GFK, a RTP voltou a criticar a medição de audiências da empresa pelas substanciais descidas de valores de quota de mercado do canal 1 (queda de 6% em média) e, principalmente, dos seus programas informativos. Entretanto a RTP pediu explicações para as alegadas falhas à Comissão de Análise e Estudos de Meios, que geriu a escolha do novo sistema de audiências. A estação pública pondera ainda a realização de uma auditoria externa. A RTP pede também a intervenção da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Entretanto, as críticas da RTP continuam. Segundo os dados da GFK ontem (6), nenhum espetador assistiu à emissão da RTP1 entre as 17h20 e 17h45.

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