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Moda Lisboa Freedom – Crónica Dia 9 (2º Dia)

No dia 9 de Março de 2012, o preto esteve presente nos quatro desfiles e dominou a passerelle, partilhando o protagonismo com o branco e as cores fortes que também figuraram entre as apostas dos estilistas para a coleção outono-inverno 2012/13.

V!tor apostou fortemente no preto. Jogou com as formas e sobreposições, complementou as peças com diferentes acessórios também em preto e utilizou algumas aplicações assimétricas em tons de branco e vermelho. Os decotes foram bastante variados, redondos, em v, assimétricos. O calçado era casual, ténis pretos de sola branca. O cabelo puxado para trás. A maquilhagem baseou-se numa tez pálida e numa sombra clara em tom de terra, que em conjunto com a roupa rasgada e desalinhada evocava a imagem de mortos-vivos.

Katty Xiomara, que apresentou logo a seguir a sua aposta para a estação fria e trouxe-nos um conceito completamente oposto. Alegres e joviais, as manequins apresentaram-se com lábios vermelhos, sombra azul e grandes óculos redondos e pretos desenhados. O cabelo apanhado num rolo alongado com uma madeixa de uma cor viva. As cor predominante da coleção foi o azul, variando em tonalidades de escuro, forte, marinho, acompanhado pelo preto, branco, cinza, beije. Os sapatos de salto ou rasos em tom pastel. Calções curtos, vestidos pelo joelho, camisas, laços e casacos estilizados. A renda foi por vezes utilizada na porção inferior das saias e vestidos. A estilista teve como base o “sonho futurista” e nós constatámos que o futuro promete.

Dino Alves usou a sombra como inspiração e não podia ter resultado melhor. Num vestido branco a luz e a sombra pintaram diferentes formas diante do público. A partir deste jogo, os estampados gráficos davam a sensação que tinham sido pintados por luz incidente em diferentes ângulos, criando uma complexa mistura entre o branco e o preto ou entre cores vivas. No desfile figuraram bolsos, transparências, luvas compridas pretas, vestidos curtos com silhueta tipo sino ou compridos e justos. Cabelo curto ou apanhado, com a aplicação de ganchos e tecido preto. Na maquilhagem, a cor dos lábios era muito variável, indo do tradicional vermelho ao ousado azul. Em relação às cores utilizadas, é de salientar o branco e o preto, simples ou em print, uma risca longitudinal assimétrica em vermelho, laranja ou cinza, estampados multicolores e florais. Foi um jogo positivo de sombra e luz em forma de puro espetáculo.

Ricardo Preto apresentou uma coleção elegante com diferentes materiais e texturais. O ambiente misterioso e exótico serviu de cenário para peças em veludo, pelo, lã e tecidos com aplicações brilhantes. O preto surgiu conjugado com o branco ou o cinza ou com cores vivas, como o rosa e o amarelo. A maquilhagem focou-se no contorno perfeito dos olhos por uma marcada sombra preta. O cabelo em rastas foi apanhado assimetricamente. Jackets, vestidos cocktail em duas tonalidades, fato saia-casaco, camisolas de lã coloridas e com figuras ou simples com buracos invadiram e conquistaram a passerelle. Em relação ao calçado, os sapatos tinham saltos grossos, bastante altos, com compensado à frente e bico redondo. Foram apresentadas peças com o carisma que a passerelle exige, mas capazes de saltar com sucesso para o palco do mundo.

Para além das várias figuras públicas portuguesas presentes no local, a imprensa estrageira acompanhou de perto os desfiles dos talentos nacionais.

V!tor, em preto desalinhado; Katty Xiomara, a onda fresca azul; Dino Alves, sombras que tingem o tecido e Ricardo Preto, a elegância brilhante… Coleções coesas e tão diferentes e originais como a moda “Freedom” o sugere, neste dia de sucesso da 38ª edição da Moda Lisboa.

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