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Dia Mundial da Poesia no D. Maria II

O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, no dia 20 de março, às 19h, no Salão Nobre, a atividade “O Mistério e a Vertigem: Poesia para Eduardo Lourenço”, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia.

Uma leitura encenada de alguns dos principais poetas que, ao longo dos anos, têm povoado o imaginário literário de Eduardo Lourenço, pensador, ensaísta e filósofo, que estará presente nesta leitura. Para Margarida Lages, responsável pela seleção de textos, o ponto de partida foi a obra Fernando,  Rei da nossa Baviera, uma leitura sobre “o destino trágico que nos une na nossa solidão”.

Camões, Fernando Pessoa e os seus heterónimos, Camilo Pessanha ou Jorge  de Sena são alguns dos autores escolhidos para este encontro com Eduardo Lourenço que, aos 89 anos, e com uma vasta obra publicada, é um dos autores portugueses mais consagrados.

A propósito desta sessão, Margarida Lages, responsável pela seleção dos textos, diz:

Partimos do livro ‘Fernando, Rei da nossa Baviera’, para ler com Eduardo Lourenço
o destino trágico que nos une na nossa solidão.
Nele problematiza e mostra como literatura e história estão indelevelmente
ligadas, como a cultura define o sentir e o destino de um país.
Eduardo Lourenço é a voz do nosso sentir mais íntimo. A sua escrita revela, como
afirmou Eduardo Prado Coelho, ‘um verdadeiro pensamento da literatura, e, no
mesmo gesto, (…) uma proposta de interpretação global da história literária do
século XIX e XX (…) e uma tentativa de caracterização dos grandes problemas do
nosso tempo’.

A coordenação de leitura é de João Grosso e a entrada da sessão apresentada pelo TNDMII é gratuita.

FICHA ARTÍSTICA
seleção de textos Margarida Lages
coordenação da Leitura João Grosso
atores João Grosso, Lúcia Maria, Maria Amélia Matta, Paula Mora e Manuel Coelho

ALINHAMENTO DA LEITURA
1. Fragmento 281 “Primeiro é um som…” de Bernardo Soares
2. “Nunca me prazeres passados” de Luís Vaz de Camões
3. Fragmento 259 “Gosto de dizer” de Bernardo Soares
4. “Dizer porquê e para quê” de Jorge de Sena
5. “Quando” de Camilo Pessanha
6. Fragmento 157 “Criar dentro de mim” de Bernardo Soares
7. “Tese e antítese” de Antero de Quental
8. “Aqui na orla da praia” de Fernando Pessoa
9. “Esqueço-me das horas transviadas” de Fernando Pessoa
10. Fragmento 74 “Trovoada” de Bernardo Soares
11. “Lisbon revisited” de Fernando Pessoa
12. “Que me quereis perpétuas saudades” de Luís Vaz de Camões
13. “Camões dirige-se aos seus contemporâneos” de Jorge de Sena
14. Excertos “Ode marítima” de Álvaro de Campos
15. Fragmento 21 “Haja ou não deuses” de Bernardo Soares
16. “Vem sentar-te comigo Lídia” de Ricardo Reis
17. “Pode um desejo imenso” de Luís Vaz de Camões
18. “A Portugal” de Jorge de Sena
19. Fragmento 73 “No alto ermo dos montes” de Bernardo Soares

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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