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“O Destino Alemão e o fado Português” na “Grande Reportagem SIC”

Este domingo, na “Grande Reportagem SIC”, comparam-se realidades completamente distintas numa peça a que se deu o nome de O Destino Alemão e o fado Português.

Bernd Robaczewski trabalha há 40 anos numa das maiores construtoras de pipelines do mundo. A Mannesmann tem sede em Hamm, a 120 quilómetros de Colónia. É um operário especializado, há dez anos no posto de presidente do sindicato dos metalúrgicos. O sindicato funciona dentro da empresa e Robaczewski passa mais tempo com os administradores do que com os colegas de ofício. Na Mannesmann nunca houve uma greve. Os operários especializados recebem, por mês, 2800 euros brutos.

Em Portugal, Paulo Andias, é um operário especializado do sector metalúrgico. Trabalha há 17 anos na mesma empresa. Recebe menos de mil euros brutos. A mulher, também operária, cumpre funções semelhantes por menos 100 euros por mês. Têm dois filhos. Apertam o orçamento, usam a imaginação e esforçam-se para que nada, de verdadeiramente essencial, falte.

A ginástica orçamental da família Andias é posta em prática, literalmente, pelos Robaczewski de Hamm. Tatiana, a mulher de Bernd, era engenheira na Bielorrússia. O vencimento do marido liberta-a do peso de uma ocupação a tempo inteiro na Alemanha. Tatiana vai ao ginásio, faz planos de férias e assiste às aulas de dança e de piano da filha de 15 anos.

Alexandre Martins é assistente  universitário na universidade de Colónia. O académico português defendeu uma tese de doutoramento sobre a poesia de Zeca Afonso. Dá 4 horas de aulas por semana e ganha, no degrau mais baixo da academia, 3800 euros brutos por mês.

Em Portugal, o alemão Rolf köwitsch, é professor-leitor na Universidade Nova de Lisboa. Tem um contrato anual inferior a 500 euros mensais. Para compensar os apertos e chegar aos 2 mil euros, Rolf dá mais de 20 horas de aulas por semana.

Dois países da mesma geografia global. Duas realidades separadas à nascença. Neste domingo, em “Grande Reportagem SIC”, compara-se o incomparável para se perceber melhor o estado em que realmente estamos.

Ficha Técnica:
Reportagem: Pedro Coelho e Rodrigo Lobo (imagem);
Edição de imagem: Ricardo Sant’Ana;
Grafismo: Carla Gonçalves;
Pós-Produção áudio: Edgar Keats;
Produção: Isabel Mendonça e António Cascais (Alemanha);
Coordenação: Cândida Pinto;
Direção: Alcides Vieira

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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