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Nova técnica usada em “Hobbit” divide a audiência

Peter Jackson apresentou recentemente nos Estados Unidos da América algumas sequências da sua nova longa-metragem “The Hobbit”. Mas há novidades técnicas que estão a dividir quem já teve oportunidade de ver as cenas.

Peter Jackson apresentou dez minutos de “The Hobbit: An Unexpected Journey” a uma audiência de profissionais da área reunidos no CinemaCon, em Las Vegas.

Pela primeira vez, um filme foi projectado a 48 fotogramas por segundo, em vez dos 24 que são norma desde a passagem para o cinema sonoro.

Como explicou numa declaração, Jackson diz que os 48 fotogramas dão à imagem “a ilusão da vida real, onde os movimentos parecem mais suaves e não reparamos no efeito de cintilação da luz”. Acrescentou ainda que “a cadência superior incomoda menos os olhos nas projecções em 3D” e que “mesmo em 2D as imagens a 48 fps são fantásticas”.

No entanto, há quem não tenha gostado desta técnica e do facto de se conseguir ver cada poro dos actores com tanta nitidez. Vários profissionais de cinema vieram até dizer que esta técnica tira textura cinematográfica à fita, e faz com que pareça uma produção televisiva.

Peter Jackson tentou tranquilizar os seus fãs no Facebook, e disse que “vamos ter versões normais a 24 fps disponíveis em cinemas por toda a parte”.

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Jornalista Estagiária numa publicação mensal e amante de Cinema e da Cultura nacionais

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