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SoundCloud: Coldplay levam o melhor dos dois mundos ao Porto

Hey rubys! Dia 18 de maio de 2012. Esta data vai ficar na memória de pelo menos 50 mil pessoas que assistiram ao concerto dos Coldplay no Estádio do Dragão, e de mais umas quantas que adoravam ir, mas não foram. Numa palavra, o espetáculo resume-se a “WOW!”. Os Coldplay provaram no Porto porque são uma das melhores bandas da música contemporânea: reuniram a Pop e o Rock num casamento perfeito.

Ao início da noite a chuva resolveu dar ar da sua graça, mas os portugueses vindos de todo o país achavam mais graça aos Coldplay e, destemidos, rumaram ao Estádio do Dragão como se de uma final da Liga dos Capões se tratasse.

Rita Ora aqueceu o ambiente. De baixo de um toldo providenciado na luta contra a chuva, a nova protegida de Jay-Z aqueceu o ambiente com músicas na onda R&B e Raggae. As comparações com Rihanna sucedem-se, mas creio que o melhor será dar-lhe mais uns tempos para crescer enquanto artista.

Seguiu-se Marina and The Diamonds. Com um vestido brilhante e um guarda-chuva na mão, a vocalista recuperou no Dragão os sons dos anos 80. Primeiro foram as baladas, depois o rock a terminar em grande.

A música podia estar muito boa, mas os mais apetecidos da noite ainda estavam para chegar.

Tocava a música do Regresso ao Futuro e os homens mais esperados da noite… ou do ano entravam empalco. “Mylo Xyloto” dá nome ao álbum, á tour e à primeira música apresentada. É impossível falar em Coldplay sem falar em cor e essa não tardou a aparecer com a primeira sessão de fogo de artifício.

Uma carreira dominada por êxitos resulta sempre num espetáculo dominado por êxitos. “Im My Place” foi o primeiro. Num concerto que mais pareceu uma montanha russa entra músicas calmas e de ritmo acelerado, seguiu-se “Lovers in Japan”, depois “The Scientist”, que mostrou a capacidade dos Coldplay agarrarem o público (e que os portugueses conhecem as letras todas!). O Estádio do Dragão habitualmente azul ficou amarelo: aproximava-se mais um êxito. “Yellow”, como habitual, começou com Chris Martin ao piano e com os portugueses a cantar em coro.

O espetáculo passou então do setor maior para a ilha criada no centro da multidão. Chegava “Princess of China”, o novo single dos Coldplay, acompanhados por Rihanna, que fez uma aparição virtual nos ecrãs que integravam o palco.  Ainda neste espaço, “Up in Flames” trouxe ao espetáculo a vertente mais intimista dos Coldplay.

Já no grande palco, “Don’t Let It Break You Heart” fez surgir por entre as saídas de emergência do Estádio do Dragão alguns insufláveis lilás – sim, tínhamos chegado a outra dimensão. “Viva La Vida” provou ser um dos maiores sucessos de sempre da banda  – o Porto deverá ter ouvido o maior “owoooh owoooh” de sempre. Com o coração a 1000, seguiram-se “Charlie Brown”  e “Paradise”. Nestas últimas as 1001 cores voltaram ao estádio. Os milhares de pulseiras cintilantes que os portugueses envergaram nos pulsos deram um efeito celestial ao Dragão – e que fará pensar Pinto da Costa numa nova forma de apoio aos portistas.

Os mais antigos fãs dos Coldplay sabiam que ainda havia muito para ouvir e que o encore guardava surpresas. No lado oposto ao do palco (do outro lado do relvado entenda-se), surgiu Chris Martin numa plataforma de pequenas dimensões. “Up Agains The World” começou com o vocalista a solo à guitarra, e a ele se foram juntando os restantes membros. Continuava a faltar algo… mas por pouco tempo. “Clocks”, “Fix You” e o hit “Every Teardrop Is A Waterfall” fecharam o concerto com fogo de artifício. Chris Martin segurou a bandeira de Portugal e não terminou o concerto sem se ajoelhar e beijar o palco.

O concerto dos Coldplay em Portugal – e no fundo toda a nova digressão – prova que uma banda Rock também pode fazer Pop de alto nível. Um espetáculo do grupo britânico não o seria sem êxitos, sem músicas que todos os dias ouvimos na rádio, sem fortes batidas e guitarradas, mas também sem uma forte aposta na componente estética – sem luzes, sem insufláveis, sem confetis multicoloridos. Em palco os Coldplay juntaram tudo isso. É o melhor dos dois mundos a que tantos aspiram mas que poucos atingem. Bravo!

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