Cinema

“Branca de Neve e o Caçador” para fãs da bruxa Charlize Theron (crítica)

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[xrr rating=3/5]

“Espelho meu, espelho meu, haverá alguém mais bela do que eu?” Há coisas que não mudam. A “Branca de Neve” está lá, a rainha má, os anões e o príncipe também. Ainda assim, “Branca de Neve e o Caçador” do realizador britânico Rupert Sanders não é para fãs do universo da Disney, é para fãs de Charlize Theron.

Quando a “Rainha” assassina o “Rei”, o pai de “Branca de Neve”, depois de casar com ele, percebe-se imediatamente que não é apenas o mal que a move. A personagem de Theron dedicava-se a colecionar maridos, que facilmente se fascinavam com a sua beleza, aquele que considerava ser o seu único poder.

O resto da história é o habitual. Kristen Stewart no papel de “Branca de Neve” entra na demanda de vingar a morte do seu pai. Passa pelo esgoto, atira-se ao mar, foge dos soldados da “Rainha” num cavalo branco, perde-se numa floresta obscura e é encontrada pelo “Caçador”. O personagem interpretado por Chris Hemsworth é o viúvo a quem a “Rainha” promete algo muito especial caso ele encontre “Branca de Neve” no meio da floresta.

O “Caçador” encontra-a mas apercebe-se dos planos da “Rainha” e o do seu irmão –matar “Branca de Neve” – e passa para o lado da princesa. Daí à paixão (pouco perceptível) vai apenas uma troca de olhares, um ataque de um ogre e um encontro com sete anões.

Este pseudo-romance deveria resultar num triângulo amoroso entre “Branca de Neve”, o “Caçador” e “William”, amigo de infância da princesa, mas a presença deste último na história é quase residual, acabando por diluir-se na narrativa do conflito “Branca de Neve” vs. “Rainha”. O resultado são momentos de embate de espadas, entre os heróis e os soldados das trevas num ambiente demasiado dark para os fãs das habituais histórias de “Branca de Neve”.

Os únicos momentos de cor e bom-humor acontecem na floresta mágica e são protagonizados pelos anões. Ainda assim são escassos e num piscar de olhos voltam os ataques do exército da “Rainha”. Esta é, aliás, a principal diferença entre o filme e “Mirror Mirror”, outra readaptação do conto infantil. Enquanto que o filme de Sanders se centra no lado mais obscuro e bélico da história, “Mirror Mirror” mostra o lado mais colorido (literalmente) da trama.

Em “Branca de Neve e o Caçador”, a protagonista seria, à partida, Kristen Stewart. Mas no final do filme, fica na memória apenas o desempenho de Charlize Theron. A atriz é a única a conseguir aproximar-se do mundo mágico dos contos infantis no papel da “bruxa má”. O restante elenco desempenha apenas mais um filme de ação e tragédia. Tal acontece principalmente com Stewart. A atriz da saga “Twilight” continua com o mesmo ar de sofrimento – exatamente a mesma expressão facial que tinha quando deu à luz enquanto “Bella” no mais recente filme da saga vampírica.

O filme que estreia nos cinemas esta quinta-feira, dia 31, é para fãs de Charlize Theron, mas não é para fãs do universo “Branca de Neve”.

Veja o trailer de “Branca de Neve e o Caçador”:

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