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Segredos, Morangos, Verão e Séries

Ela quer ser a senhora dos segredos

A quase três meses do regresso – a confirmar – de “Secret Story – Casa dos Segredos”, na sua terceira edição, a TVI ainda não avançou com qualquer convite para a apresentação do formato. Tendo substituído Júlia Pinheiro na última edição, Teresa Guilherme lembra a TVI do seu auto-intitulado excelente trabalho na condução do programa. Por todas as revistas e jornais, Teresa Guilherme espalha o ‘sim’, resposta a um casamento que ainda nem sequer foi proposto.

Enquanto não há casamento consolidado, a também professora de Apresentação de Televisão, na ETIC, explicou ao Correio da Manhã que não está ansiosa pela chegada de “Secret Story”, diz ela que “com a idade essas emoções vão atenuando”, não tarda nada até que Júlia Pinheiro venha para a imprensa comentar a cada vez mais evidente menopausa de Teresa Guilherme.

Dos segredos aos morangos num clic! 

Há já quem os critique por terem sido os escolhidos da televisão de Queluz de Baixo, mas João Mota e Daniela Pimenta pouco se importam, segundo eles, continuam a ser as mesmas pessoas e, bem vistas as coisas, é verdade… Os outros é que se alteraram quando perceberam que as presenças em discotecas são tudo o que conseguem depois de uma estadia na “Casa dos Segredos”.

Daniela Pimenta foi concorrente na primeira edição de “A Tua Cara Não Me É Estranha” e, de igual forma a João Mota, ganhou um lugar na nova e (em princípio) última série de verão de “Morangos com Açúcar”. A primeira viu o seu talento musical ser reconhecido no programa da TVI, mas não foi o suficiente para a colocar na ribalta. Em versão “moranguitos” é a eterna paixão de Fanny quem leva a melhor, João Mota mostra-se confiante no seu trabalho na série infanto-juvenil e explica que, não sendo mais do que um aspirante a ator, aprendeu muito e sabe que fez o melhor que sabia.

Se é “Verão” tem de ser “Total”

O verão chegou, bateu à porta e entrou. Com isto, Hugo Andrade já fez saber que “Verão Total” vai voltar à RTP1, contrariando as políticas de contenção que os privados se impuseram. Ainda assim, em declarações à Notícias TV, o diretor de programas fez saber que as deslocações de verão de norte a sul do país não representam um custo extra ao orçamento normal imposto a “Praça de Alegria” e “Portugal no Coração”, pelo contrário, afirma, “A logística de Verão Total é simples, é apenas um carro de exteriores. Temos uma estrutura muito ligeira e os custos também muito controlados com estas produções”.

Contas feitas, o que safa Hugo Andrade em “Verão Total” são os “comes, bebes e dormidas” que muitas câmaras municipais se permitem oferecer aos profissionais da RTP, aquilo a que o diretor chama  de “acordos”. Mas se é verão tem mesmo de ser “total” e, por isso, a RTP investiu em “grande” na sua grelha de verão. “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, Jogos Olímpicos, “Volta a Portugal” e até “Optimus Alive” , que sai das mãos da SIC Radical, serão o mote para o entertenimento da estação neste período. Resta saber se a aposta de verão é suficiente para combater a ditadura da GfK.

Da telenovela à série televisiva

Quase que dá para fazer uma adaptação da famosa versão dos Hot Butter, de Popcorn, em 1972: “Só telenovela ao almoço, só telenovela ao jantar, o raio da telenovela…”. A verdade é que a aposta quer do público, quer dos canais privados, está cada vez mais virada para a produção de séries televisivas. A inspiração em séries criminais, cómicas e aquelas ligadas a hospitais, sobretudo norte-americanas, agrada-me. Acho que se há um investimento que se justifique, é esse.

Não é por puro acaso que o Cabo tem ganho cada vez mais terreno na audiência portuguesa (fora Marktest e GfK ao barulho). A verdade, mesmo não havendo verdades fixas em audiências, é que os portugueses são fortes apreciadores deste formato e procuram-no, intensamente, nos canais por cabo. Às generalistas só resta acompanhar a tendência e substituir o produto mais comum da televisão portuguesa – a telenovela.

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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