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Efeméride: 50 anos sem Marilyn Monroe

Há precisamente 50 anos, no dia 5 de Agosto de 1962, soube-se a trágica notícia: Marilyn Monroe suicida-se com 36 anos de idade. 

Num período de intensa fragilidade, após uma desilusão amorosa com Robert Kennedy e a viver uma depressão, Norma Jean Mortenson, conhecida como Marylin Monroe, põe fim à sua vida com uma overdose de comprimidos.

A morte de Marilyn teve eco mundial – em Portugal, nesse trágico domingo, dia 5, era notícia de primeira página em muitos jornais e também no “Diário de Lisboa”. E as causas de morte nunca cessaram de ser analisadas, discutidas e questionadas. Nos anos seguintes, livros inteiros se escreveram sobre o assunto, alguns contendo as mais fantasiosas teorias.

Grande parte destas “teorias fantasiosas” partem do facto de, nos últimos anos da sua vida, Marilyn se ter envolvido com Robert e John Kennedy, ambos no topo do poder do Estado americano, relação que a eterna “deusa do amor” queria, com mais insistência do que prudência, prolongar. Os rumores contavam que os serviços secretos teriam “acabado com ela” para que o escândalo não prejudicasse a família do presidente dos Estados Unidos.

Com ou sem especulações acerca da causa da sua morte, a verdade é que nos anos que se seguiram ao trágico dia, Marilyn não foi esquecida. Andy Warhol, pintor e figura de destaque do movimento de pop art, utilizou a figura da também actriz como matéria para trabalhos seus. A partir de uma única fotografia, retrabalhada a cores marcantes, Warhol como que se apossou de uma imagem e a esventrou de conteúdo. Já não era uma atriz, nem aquela atriz, era um ícone de uma época, um emblema, um logótipo, uma imagem de marca equiparada ao fenómeno “Coca-Cola”.

Ao longo dos últimos 50 anos, nunca mais deixámos de ver Marilyn. Em lenços, em copos, em espelhos, em cartazes, em wallpapers – este ano sobre a fachada do Palácio do Festival de Cannes – a sua imagem tornou-se um símbolo do século XX, como Bogart, Guevara, Mao ou Lennon. Certamente muito mais popular como ícone que pelos seus filmes, Marilyn Monroe conheceu, neste último meio século uma permanência na atenção pública que nenhuma outra grande estrela de Hollywood alguma vez mereceu.

A sua imagem tem registado uma constante valorização e continua a haver batalhas legais sobre os seus direitos que valem muitos milhões. Este ano, com o cinquentenário da sua morte, já se publicaram inúmeros livros um pouco por todo o mundo. O mito permanece vivo – e, se pudesse olhar para o que aqui se passa, a própria actriz se espantaria da durabilidade, ela que morreu numa tremenda solidão. Marilyn permanece a iluminar o mundo como uma das boas coisas que vale a pena nele conhecer.

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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