Destaques

Bimba Without The Lola em entrevista: o blog do momento

A expressão “as lojas do chinês estão por todo o lado” está ultrapassada. O fenómeno mais visto dos últimos tempos tem moda na designação e a tecnologia blogger como suporte. Confusos? Pois bem, estamos, claro, a falar dos “blogs de moda”. Qualquer um pode ter um blog e partilhar com a comunidade o seu dia-a-dia, as suas melhores roupas e as suas melhores poses… E é aqui que o Bimba Without The Lola entra.

Patsy e Eddie, como as próprias se designam, são as autoras de um blog cujo propósito passa por uma crítica moderna e divertida ao tão afamado mundo dos fashion bloggers. O à vontade com que escrevem e a boa disposição com que apontam o dedo a diversos blogs leva, por vezes, a guerras de caracteres, com os visados a exercerem constantemente o seu direito de resposta na caixa de comentário. A verdade é que, quer se goste, quer se odeie, o bom-humor é uma constante e as visualizações atestam a popularidade crescente.

O Propagandista Social esteve à conversa com a dupla do momento. O resultado? Bom, veja por si mesmo.

O que é o “Bimba Without The Lola”?

“O Bimba without the Lola é um blog de variedades sobre o quase maravilhoso mundo da Moda, tudo o que isso engloba mas, principalmente, sobre quem o vive.”

Como surgiu a ideia para este projeto?

“Numa noite entre conversas, vinhos e cigarros, abriu-se uma luz no céu, veio um anjo ter connosco e disse: ‘Vocês vão ser Patsy e Eddie, daqui a 7 dias vai nascer um blog e vai ser o nosso Salvador. Mas tenham cuidado que também vão ser julgadas e muitos não acreditarão na vossa Fé. Mas fiquem descansadas que também não vão morrer na cruz’.”

Porquê o nome “Bimba Without The Lola”?

“Ora bem, isso talvez tenha sido o brainstorming mais complicado das nossas vidas. Mas fica bem fácil de entender. Existe uma marca super engraçada chamada Bimba&Lola, só por si é um nome bastante inspirador e dá-nos logo a sensação que a Bimba não vive sem a Lola e vice-versa. Imagine se as duas se separassem! Dava uma grande confusão, a Bimba sem a Lola o que é? Qualquer coisa sem graça… E é exatamente dessas pessoas com imensa graça mas sem o fator Lola que nós nos dedicamos a falar.”

Como é que escolhem as vossas “vítimas”?

“Não é uma “escolha”, não há propriamente “alvos”. É um trabalho de pesquisa, filtragem e muitas das vezes são também sugestões dos amorosos dos nossos seguidores e fãs. Mas a blogosfera está tão sobrelotada de blogs que é muito fácil encontrar material digno do nosso tempo e das nossas dissertações. Mas ouça, de longe querer ser um clichê, de qualquer forma temos cá para nós que são os queridos que nos escolhem e não o contrário!”

O vosso blog já é conhecido e lido por muita gente. Que tipo de feedback têm recebido daqueles que vos seguem e daqueles que vocês declaram como “culpados” por crimes de moda?

“Isto é como as questões do aborto e da tourada. Existem os contra, os a favor e os que não querem saber. Já calculávamos que poderiam haver pessoas que não compreendessem de todo o sentido deste blog e que nos culpassem de “bullying” cibernauta. De longe ser essa a nossa vontade. A verdade é que há muita gente que não consegue filtrar e perceber quais são as nossas intenções. Mesmo assim são mais aqueles que percebem o conceito e nos apoiam. Queridas e queridos que nos mimam com mensagens, comentários e e-mails. Não estamos a fazer mais do que um retrato cómico do que se vive hoje em dia no mundo da blogosfera, dos que se consideram críticos de moda. E também há uma coisa bastante importante, nós adoptámos o sistema de marketing do Tony Carreira mas agora não nos pergunte o que isso é, porque o segredo é a alma do negócio. Podemos simplesmente adiantar que não tem nada que ver com camisas fuchsia.”

Até onde querem levar este projecto? Pretendem ficar apenas por um blog?

“Sinceramente ainda não pensámos em nada muito concreto. Estamos agora ocupadas a ter sempre qualquer coisa para escrever, Mas já agora gostávamos muito de receber cabazes de vestuário, cremes e maquilhagem, como os outros bloggers. Uma garrafinha de vodka pelo Natal e outras duas pelo Réveillon (porque nessa festividade bebemos imenso)… Era uma óptima ideia! Ou um fim-de-semana num sítio qualquer. Quiçá uma festa, no Lux de preferência. Fica já aqui a dica. Tirando isso, somos obrigadas a usar uma frase meio suburbana e non-inspiring que diz: Vamos até onde o vento nos levar. É bonita não é? Nunca pensámos que isto poderia resultar numa entrevista e olhe o que deu 3 meses depois do primeiro post!”

Uma crónica acerca de duas pessoas distintas: Fanny vs. Lana Del Rey.

“A FANNY JÁ GANHOU! Se Fanny vs. Lana del Rey fosse um jogo de futebol, ganhava a equipa Fanny sem dúvida alguma, porque domina a bola como mais nenhuma o consegue fazer. Bem, primeiro queríamos aqui alertar para uma questão muito importante, que é a seguinte: a Fanny é a moda em pessoa, porque ela realmente vive-a com alma, coração e lágrimas. Lembram-se inclusive daquele programa de televisão , onde enfiam umas pessoas numa casa e os obrigam a fazer umas macacadas e 

Fanny chora a cântaros porque tinham escondido os “bestidos”, as botas e as pulseiras “Calbin Kleine”? Isso só mostra o amor dela pela moda porque uma não vive sem a outra. A Fanny mata, esfola, corta e, na volta, ainda consegue fazer o pino e um mortal invertido por causa de um top de lantejoulas e costas abertas. Ela respira moda mesmo que seja a moda da Brigitte’s Boutique. E tudo o que aquela senhora representa é, acima de tudo, moda (e a palavra “moda” foi escrita constantemente nestas 3 ou 4 linhas para darmos mais ênfase). Posto isto, acho que estamos esclarecidos em relação a este assunto. Mas se a Fanny é a rainha da moda, a Lana é a princesa mas uma princesa muito triste ao lado da amorosa e grande Fanny. A grande querida Nhanha Del Rey é uma coisa pensada para vender, uma chata que se leva demasiado a sério quando nem sequer sabe cantar e

só quer é fumar cigarros durante os concertos e mostrar as cuecas. A nossa amorosa Fanny não. A Fanny é genuína… ela só quer é “vida loca” e descapotáveis com o épico e mediático Sr. Fernando. A Lana apela para o facto de que “nascemos todos para morrer”, ora isso não se faz! Isso não se compara à vontade de viver da Fannyzinha. Assumimos com todo o gosto o que este comentário nos poderá trazer, mas nós preferíamos ter uma noite com a espantosa da Fanny do que com a morta-viva da Lana… Mais divertida seria de certeza. A Lana é como uma casa daquelas do extreme make-over, toda pré-fabricada com ar de que se vai partir com um sopro, só fica bem mesmo em fotografia. Já a Fanny é um daqueles prédios bem típicos de Alfama, todos em cimento, bem castiços onde se pode jantar maravilhosamente e não irá abaixo nem com o terramoto de 1755. Porque o que é nacional é bom, gritemos todos juntos: ‘Bibá Fanny, tu bates forte cá dentro!’.”

Categorias
DestaquesModa

Comentários