Moda

H&M defende direitos dos trabalhadores do Bangladesh

Karl-Johan Persson, presidente da multinacional sueca H&M, chamou os governantes do Bangladesh à atenção para as condições em que trabalham os funcionários da indústria têxtil no país.

Em visita à capital Daca, o representante máximo da marca dirigiu-se a uma fábrica, onde os salários rondam os 29,5€ mensais, para 10 a 16 horas de trabalho diárias, seis dias por semana. Uma associação que defende as melhores condições dos trabalhadores têxteis afirma que para sobreviverem, os trabalhadores precisariam de ganhar no mínimo 130 dólares por mês (aproximadamente 103€). No total, cerca de três milhões de indivíduos têm péssimas condições de trabalho e recebem o segundo salário mais baixo do mundo, no setor. As greves e manifestações no país têm sido cada vez mais graves e em maior número. No passado mês de junho, 300 fábricas que produziam para a H&M fecharam as portas, devido às frequentes manifestações.

“Queremos que os trabalhadores estejam bem. Enquanto empresa responsável, damos muita importância à questão dos baixos salários  (…), e pedimos ao governo do Bangladesh que aumentem o salário mínimo “

Karl-Johan Persson, no encontro com o primeiro ministro, Sheikh Hesina

As exportações de produtos têxteis, deram um lucro de 19 biliões de dólares à economia do Bangladesh, em 2011. A H&M gastou 1,5 biliões de dólares em artigos têxteis neste mesmo ano, tornando-se o primeiro comprador europeu.

Assumindo-se como uma empresa com responsabilidade social, a H&M destacou-se para além do lucro e da moda. A marca iniciou uma luta em prol dos melhores salários e condições de trabalho no setor têxtil, esperando que outras marcas mundialmente reconhecidas façam o mesmo.

Resta agora esperar que esta causa vire uma “tendência” para as restantes marcas de moda.

 

Categorias
Moda

Comentários