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Ornatos Violeta com final épico em Lisboa

Um Coliseu repleto recebeu no dia 27 o último concerto dos Ornatos Violeta em Lisboa. As vozes, em uníssono, exclamavam “Ornatos”, uma das mais emblemáticas bandas portuguesas, que renasceu este ano para agradecer aos fãs.

Claramente emocionados, os artistas portuenses deram tudo o que tinham para dar numa Ode àqueles que esperaram anos para os voltar a ver ao vivo. Mas não foi apenas a geração que cresceu a ouvir a banda que estava presente no Coliseu. Foram várias as pessoas que se fizeram acompanhar pelos filhos e que demonstraram a transversalidade dos míticos “Ornatos”.

“Para Nunca Mais Mentir” abriu o concerto de quase 3 horas, mas foi com “Chaga”, “Ouvi Dizer” e “O.M.E.M” que as vozes mais se uniram. O chão estremeceu com os fãs em delírio, e os Ornatos Violeta entregaram-se mais um pouco. Vários inéditos brilhantes do seu início foram tocados com enorme cumplicidade entre os membros da banda.

Cumplicidade essa vivida também pelo público. Manuel Cruz convidou os fãs a subirem ao palco e a acompanharem-no em “Pára-me Agora”, que acabou por ser um dos momentos mais divertidos da noite.

Manel Cruz, Peixe, Nuno Prata, Elísio Donas e Kinörm, pararam diversas vezes e contemplaram. Contemplaram a sala cheia de gente com vontade de os acarinhar e de lhes mostrar o significado dos Ornatos Violeta para uma geração que acredita em boa música portuguesa.

“O Fim da Canção” foi o agradecimento final do épico concerto, acompanhado a uma só voz pelo público em lágrimas. Manuel Cruz despediu-se:”Quando estiver para morrer, vou-me lembrar disto”.

 

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Jornalista Estagiária numa publicação mensal e amante de Cinema e da Cultura nacionais

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