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SoundCloud: Novo álbum dos One Direction na direção certa (crítica faixa-a-faixa)

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Ainda a desfrutar do sucesso do primeiro álbum, os One Direction reforçam a sua posição de “boysband do momento” com o segundo disco. “Take Me Home”, editado esta semana, tem tudo para ser um sucesso comercial e para garantir que os 1D permanecem na nossa memória por mais um par de anos.

As novas 13 músicas são, na maioria, temas jovens Pop na sonoridade que os 5 rapazes já nos habituaram. Contudo, a surpresa surge em baladas que nos mostram um lado mais maduro de Harry Styles e companhia.

Sim, um lado mais maduro. É que apesar do ar (e da idade real) de adolescentes, “Take Me Home” mostra um crescimento tanto musical como pessoal dos cinco cantores descobertos há apenas 2 anos por Simon Cowell num talent show (que ironicamente não venceram).

Desde então bateram todos os recordes possíveis, e são hoje considerados os novos Beatles. Tudo graças a “Up All Night”, o disco de estreia que tem no alinhamento “What Makes You Beautiful”, um dos êxitos do ano.

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“Take Me Home” segue a linha dó álbum de estreia, tal como se pretende de um segundo disco. Simon Cowell sabe o que faz e reuniu os melhores do mundo da música para produzir o novo disco dos 1D e o resultado já pode ser escutado. O alinhamento do álbum é composto por 13 temas que, por uma razão ou outra, poderiam ser todos futuros singles. Tal só comprova a máquina industrial em que os One Direction foram introduzidos, e que faz antever um dos maiores êxitos comerciais dos últimos anos.

O SoundCloud já ouviu “Take Me Home” e apresenta-lhe a crítica faixa-a-faixa do novo disco do grupo que esgotou o Pavilhão Atlântico num par de horas.

“Live While We Are Young”

O primeiro single do álbum abre o disco e a escolha não poderia ser mais certeira. A música parece uma continuação do hit “What Makes You Beautiful”, não tivessem ambas a assinatura do mesmo produtor, Carl Falk. “LWWAY” é um tema jovem e fresco, tal e qual o espírito dos 1D… “crazy crazy…”.

“Kiss You”

Já está anunciado como o próximo single de “Take Me Home”, e basta ouvir os primeiros segundos para perceber a escolha. O refrão fica perigosamente no ouvido graças a uma letra orelhuda (cheia de “Yeaah”s…) e a um beat viciante. É mais um tema de verão!

“Little Things”

A passagem das 2 primeiras músicas para esta balada causa alguma estranheza, mas não demora muito até nos derretermos com a voz de Zayn. Não estamos habituados a ouvir estes rapazes em registos mais calmos, mas isso tem de mudar!

É certo, o “I’m in love with you” já é um cliché, mas neste caso é um bom cliché. As vozes dos 1D coordenam-se facilmente numa balada atual, acompanhados apenas pela guitarra. Esta é a música que prova que são mais que 5 rapazes giros. O destaque vai para os versos de Zayn e Harry.

“C’mon C’mon”

Isto é tão directioner! Mais um beat viciante e cheio de boa energia. Mais uma vez o espírito jovem. Mais uma vez um convite atrevido (mas elegante!). Mais um single obrigatório.

“Last First Kiss”

O ritmo volta a acalmar à quinta faixa, para um momento mais intimista. O tema foi co-escrito por Liam, Zayn e Louis, e por isso quero acreditar que há algo de biográfico nestes versos. É mais um tema cliché para derreter qualquer direcitoner… mas resulta bem.

Se fecharem os olhos conseguirão imaginar esta música no final dos anos 90, inícios de 2000, cantada por uma qualquer boysband (seja Blue ou BackstreetBoys!), mas é em simultâneo tão atual! Great!

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“Heart Attack”

Numa palavra esta música é “OW!”. Perdemos a conta às vezes que se houve “OW!” no meio deste “Heart Attack”. É das músicas mais americanizadas do álbum, que calharia bem em qualquer álbum de uma banda típica dos E.U.A. que misture a Pop com o Rock e a música eletrónica (Boys Like Girls, por ex.). É, portanto, um single ideal para resultar do outro lado do Atlântico.

“Rock Me”

Não é o “We Will Rock You”, mas bem que podia ser. Tipicamente britânicos, os 1D também têm um lado rockeiro, que fica evidente em “Rock Me”. É mais uma música que resultaria muito bem numa banda rock, mas esta não é a linha seguida pelo grupo, e não deverá passar de uma boa faixa do álbum (e dos concertos).

“Change My Mind”

O comentário que se segue é inevitável: isto é uma música à lá Take That! É inevitável na carreira de uma boysband teenager não haver aquele tema que os tenta tornar mais adultos e maduros. Mas sejamos honestos, apesar de se saírem bem na faixa, os 1D não foram pensados para serem uma banda adulta e para adultos. Come on guys… “change your mind!”

“I Would”

É das melhores faixas de “Take Me Home”. Com um power incrível, “I Would” conjuga brilhantes arranjos musicais com a performance vocal que se espera e que se exige aos One Direction. A letra – bem conseguida por Danny Jones dos McFly – explode nos “I Woul… I Would”. Esta é para single já!

“Over Again”

Voltam as baladas e os clichés românticos em “Over Again”. A faixa, em parte em modo acústico, volta a valorizar a voz de Harry Styles e de Zayn, na típica música de uma boysband (Take That outra vez!). Não surpreende como outras faixas do disco, mas é das tais músicas bem conseguidas para mostrar o amadurecimento dos rapazes.

“Back For You”

E saltando entre a juventude e o amadurecimento, voltamos à adolescência. “Back For You” é mais uma faixa pop-rock na linha dos 1D e, em particular, na linha de Louis (o mais prejudicado pela linha musical do grupo). É raro encontrar uma música neste disco que se adapte à voz de Louis. Esta é a música.

“They Don’t Know About Us”

Esta é a faixa de consagração do segundo disco dos One Direction… e a melhor de todo o alinhamento. Quem consegue uma faixa deste género, primeiro, está a trabalhar com as pessoas certas, e depois, pode dar-se ao luxo de dizer que tem uma das melhor músicas do género, nos últimos anos. A Billboard descreve “They Don’t Know” como uma espécie de adaptação do “Romeu e Julieta” aos tempos modernos, e é mesmo.

“Summer Love”

Tenho um trauma com a última faixa de todos os álbuns, e ainda não foi desta vez que a perdi. “Summer Love” é tão desnecessária em “Take Me Home”. A faixa é algo indiferente, e não é a melhor escolha para encerrar um disco de boa qualidade musical. Devem ter ficado na gaveta temas melhores!

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