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SoundCloud: Rihanna dá um passo em frente com “Unapologetic” (oiça as músicas & crítica faixa-a-faixa)

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Em 2005, Rihanna foi considera a artista revelação do ano. Desde “Pon De Replay”, já passaram sete anos… e sete álbuns. “Unapologetic” mostra uma artista mais madura e mais emotiva, mas com a irreverência e sexualidade dos últimos tempos.

Durante os últimos sete anos não parámos de ouvir e de falar sobre Rihanna. A explicação não é simples, mas também não é difícil de perceber. À música hiper-comercial – cada single é um hit – junta-se uma artista carismática, bonita e cada vez mais rebelde e sexual. Estes ingredientes voltam a juntar-se num só álbum.

“Unapologetic” é muito menos Pop que os anteriores registos de Rihanna. No novo disco, a cantora explora mais a onda underground do Hip-hop e da música eletrónica (“Phresh Out The Runway”, “Jump”, “Pour It Up”). Mas como qualquer artista Pop que se preze, também há música de dança e com nomes de peso: David Guetta (“Right Now”) e Chris Brown (“Nobody’s Business”).

A participação de Brown no álbum não é ingénua, nem o nome da música. Depois do caso de violência doméstica de que a cantora foi vítima, a relação entre ambos tornou-se numa novela. O tema de “Unapologetic” promete não ser o capítulo final da trama.

A surpresa do disco são as baladas. Rihanna apresenta-se num registo mais calmo, como há muito não a ouvíamos. E, pessoalmente, é a sonoridade onde a voz da cantora melhor se encaixa. “Diamonds”, “Stay”, “What Now” e “Love Without Tragedy” são os temas fortes.

O SoundCloud já ouviu “Unapologetic” e apresenta-lhe a crítica faixa-a-faixa do novo disco de Rihanna, que se apresenta ao vivo em Portugal em Abril de 2013.

1. “Presh Out The Runway”

Swag, swag, swag! A primeira faixa do disco representa na perfeição o novo estilo de Rihanna, o estilo “Unapologetic”. O Hip-Hop mais eletrónico co-produzido por David Guetta combina-se com o tipo de versos que só uma artista sexualmente rebelde e desprovida de preconceitos como Rihanna poderia cantar. That’s hard!

2. “Diamonds”

O primeiro single do disco mostra o outro lado de “Unapologetic”: a Rihanna menos eletrónica, mais orgânica, menos plástica, mais emocional. “Diamonds” prova a versatilidade de registos de Rihanna naquele que é, para a cantora e para a crítica, um dos melhores singles da sua carreira.

O tema já teve direito a remix. Kanye West é o convidado especial que nos presenteia com poderosos versos em Rap, durante quase 2 minutos. Great!

3. “Numb”

Depois do sucesso de “Love The Way You Lie”, Rihanna volta a juntar-se em estúdio com Eminem. Mas “Numb” deixa muito a desejar. Desta vez não há grande emoção, apenas “Ecstasy in the air / I don’t care / Can’t tell me nothin’”. Ora todos sabemos que o grande ponto forte de Eminem são as emoções. A participação do rapper é curta e muito pouco explorada.

4. “Pour It Up”

Numa batida típica da nova guarda do Hip-Hop, de rappers como Lil Wayne, Drake e 2 Chainz, Rihanna prova que também tem jeito para o Hip-Hop. “Pour It Up” não tem condições para ser promovida a single, mas é uma das poucas faixas em que se nota o crescimento de Rihanna como artista, na exploração de novas sonoridades.

5. “Loveeeee Song”

A equipa de produtores de Rihanna sabe o que faz, e “Love Song” é prova disso. A faixa segue a sonoridade bem sucedida de artistas como Frank Ocean e Bon Iver. O auto-tune de Future, que participa na música, tem tanto de denunciador como de delicioso. E eu insisto, este é o registo ideal para Rihanna.

6. “Jump”

Recuperar êxitos do passado começa a ser uma tradição. “Pony”, um sucesso de Ginuwine nos anos 90, foi recuperado para a banda sonora do filme “Magic Mike”, mas não só. Agora é a vez de Rihanna revestir “Pony”, com novos versos em jeito de resposta a Ginuwine. E apesar das origens nos 90’s, “Jump” é muito mais atual. A sonoridade eletrónica faz lembrar-me os temas psicadélicos de Skrillex.

7. Right Now

A faixa é o pouco que resta da Rihanna do passado, a colorida, a “feel good”. A parceria com David Guetta promete resultar em mais um single bem sucedido. A boa energia junta-se a um refrão viciante no hino perfeito para uma noite de arraso nas pistas de dança.

8. “What Now”

E no meio de tanta eletricidade, surge Rihanna numa balada surpreendente. “What Now” tem tudo para ser um dos grandes êxitos de toda a carreira da cantora: uma música imponente e uma interpretação emocionante.

9. “Stay”

O que pode ser melhor que uma boa balada? Duas boas baladas, claro! “Stay” é uma lufada de ar fresco no meio de tanta música eletrónica. Num tom intimista, a música faz-se apenas a duas vozes – a de Rihanna e de Mikky Ekko – e um piano. Com “Stay”, Rihanna comprova mais uma vez o seu amadurecimento artístico e pessoal. Tenho para mim que ao vivo será ainda mais emocionante.

10. “Nobody’s Business”

A participação de Chris Brown em músicas de Rihanna começou com “Umbrella”. No último álbum surgiu o remix atrevido de “Birthday Cake”, e agora a parceria volta a repetir-se. Inocente? Nunca. Rihanna encontrou em Chris Brown o seu boy-toy para causar polémica, e os dois vivem bem assim. Desde o tão falado episódio de violência doméstica, a relação dos dois artistas tornou-se numa novela musical que promete não ter fim… para já. “Nobody’s Business” é uma mútua declaração de amor com versos como “”you’ll always be the one I want to come home to (…) you’ll always be my baby”.

A faixa tem tudo para ser um single de sucesso comercial, quer pela polémica, quer pela qualidade musical. Fica no ouvido e ai de quem ouvir “Nobody’s Business” e não reconhecer a reencarnação de Michael Jackson na voz de Chris Brown.

11.“Love Without Tragedy / Mother Mary”

Porquê duas músicas juntas numa só faixa de sete minutos? Não sei, perguntei a Rihanna. Certo é que será dos temas mais pessoais do disco.

“Love Without Tragedy” dura os primeiros dois minutos e é uma clara alusão ao romance Rih-Chris. A faixa surge logo a seguir a “Nobody’s Business” e tem versos como “You took the best years of my life / I took the best years of your life / Felt love struck me with a knife / I pray that love don’t strike twice”.

Os restantes cinco minutos são dedicadas a “Mother Mary”. A música concretiza-se numa espécie de confissão pessoal de Rihanna. “Mother Mary / I swear I’m gonna change / Mr. Jesus, I’d love to be a queen / But I’m from the left side of an island / Never thought this many people would even know my name”.

12. “Get It Over With”

Em todos os álbuns há uma música que podia ser dispensada. Em “Unapologetic” essa faixa é “Get It Over With”. O chill-out de Rihanna adormece-me e isso não é a sensação pretendida, right?!

13. “No Love Allowed”

Rihanna tem orgulho nas suas origens e depois de recuperar o reggae em “Mad Down”, “Unapologetic” tem mais uma faixa em jeito de tributo aos Barbados. “No Love Allowed” é uma boa faixa, mas também descartável do disco.

14. “Lost In Paradise”

A última faixa do disco é uma das grandes surpresas de “Unapologetic”. “Lost In Paradise” é uma música forte mas que não se encaixa no tipo de singles de Rihanna, e portanto não deverá passar de uma boa faixa. Ainda assim, o tema vale pelo poderoso beat e pelos versos bem conseguidos: “It may be wrong but it feels right / All my fears are gone tonight / I’m so lost in paradise”.

Oiça as músicas de “Unapologetic” no SoundCloud

Esta semana na Rádio Zero, mostrámos algumas músicas de “Unapologetic”. Para as ouvir basta clicar em “play”!

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