Cinema

Red Dawn, um remake explosivo | Crítica

[xrr rating=3/5]

Red Dawn, estreou nos Estados Unidos no dia 21 de Novembro, e chega às salas de cinema nacionais no próximo dia 6 de Dezembro.

Dan Bradley ao aceitar o desafio de recriar Red Dawn assumiu a responsabilidade de ressuscitar um filme que, apesar dos fracos efeitos especiais e cenários, marcou uma era por duas razões em particular. No filme de 1984, o confronto direto entre civis e tropas após a invasão terrestre dos EUA pela União Soviética, aliada à escolha de alguns dos atores mais consagrados da altura para interpretar o papel de rebeldes adolescentes (como Patrick Swayse e Charlie Sheen), tornaram este filme num clássico cinematográfico.

Curiosamente, as filmagens da nova versão foram concluídas em 2009. O filme foi arquivado em 2010, de forma a que a MGM pudesse adiar o seu lançamento até ultrapassar a crise financeira que vivia na altura. Felizmente para a MGM, tanto Chris Hemsworth como Josh Hutcherson, ganharam bastante notoriedade entretanto, o que com certeza fará com que a empresa cinematográfica venha a beneficiar deste atraso.

Em “Red Dawn” (2012), uma pequena cidade do estado de Washinton é abalada por um acontecimento chocante e surreal: os EUA estão a ser brutalmente invadidos por tropas Norte Coreanas. Num ápice, toda a área fica sob o controlo das tropas inimigas e os seus habitantes são tomados como reféns. Determinados a restabelecer a ordem e a libertar familiares e amigos da opressão criada, um grupo de jovens patriotas decide refugiar-se nos bosques vizinhos. Tomando o nome da sua mascote de liceu, o grupo de rebeldes começa a chamar-se “Wolverines”. Agora como grupo, vão melhorar as suas capacidades e habilidades, vão treinar e aprender uns com os outros. Resta completar a missão: restaurar a liberdade!

Em oposição ao filme original, esta recriação traz-nos um grupo de jovens mais organizados. No filme de 1984 a única regra era matar: disparar, disparar outra vez, e caso estes dois últimos passos não funcionassem, optar-se-ia pelo lança rockets ou uma granada. Tal não sucede neste novo filme onde os rebeldes tem estratégias bem estruturadas e delineadas de modo a atingir os fins mais sensatos. O enquadramento histórico inicial também se encontra mais rico e atual, fazendo principal referência à crise económica e à tensão política.

Como na maioria dos filmes de ação podemos visionar explosões abundantes, assim como tiroteios, saltos e acrobacias do mesmo calibre. Os efeitos especiais são razoáveis, contudo na tentativa de impressionar o público, algumas das cenas tornam-se mesmo estranhamente exageradas: o ser humano pode ser devastador, mas não consegue destruir integralmente um bosque em apenas alguns minutos!

O argumento do filme não é fantástico, mas a produção encontra-se melhor e mais interessante que o original, o que permite um melhor visionamento.

Veja o trailer, assim como algumas imagens do filme:

httpv://www.youtube.com/watch?v=GBzQ42K1OyM

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