Cinema

“Os Miseráveis” – um filme imperdível

os miseráveis

Tom Hooper (“O Discurso do Rei”) decidiu embarcar na arriscada aventura de adaptar “Os Miseráveis” ao grande ecrã e desde o ultimo dia 3 de Janeiro já é possível ver o resultado nas salas de cinema. O Propagandista Social já viu o filme e o balanço não podia ser mais positivo.

É indubitável o valor da obra literária de Victor Hugo ou do musical da Broadway que imortalizou musicas como “I Dreamed a Dream” ou “Empty Chairs at Empy Tables”. Mas é exatamente esta alta fasquia que eleva o riso de Tom Hooper para um patamar muito alto. O filme é fiel ao musical sendo que 95% ou mais dos diálogos são cantados o que poderia ser desastroso mas que, com mestria, o realizador soube lidar.

O primeiro passo para transpor do clássico da literatura e dos palcos para o ecrã passou por ter um elenco irrepreensível. Tarefa mais do que bem sucedida para o realizador.  Em cada uma des cenas da película ficamos comuna certeza que o casting nao poderia ter sido feito de forma mais eficiente. Mas também juntando Hugh Jackman, Russel Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, entre outros, a verdade é que as hipóteses de sucesso são bem maiores. São poucas as dúvidas que restariam relativamente à qualidade do elenco.

Uma das grandes opções tomadas ao fazer esta adaptação d’”Os Miseráveis” ao cinema foi gravar todas as musicas ao vivo no set tal como se de um musical se tratasse. Isto resulta em atuações não tão perfeitas a nível vocal como se de uma versão de estúdio se tratasse mas carregadas de uma emotividade resultante do acting que de outra forma seria impossível de alcançar de forma tão natural e verdadeira.

É impossível deixar em branco alguns dos desempenhos a que assistimos e que tornam o filme num verdadeiro épico. Em primeiro lugar é necessário referir o multifacetado protagonista Hugh Jackman que nos trás um Jean Valjean com a força e, simultaneamente, a fragilidade que este personagem existe. O seu rival Javert interpretado por Russel Craw é também ele especial. Aquela que à priori foi apontada como uma das maiores falhas do filme é superada por um Javert interpretativamene muito forte apesar de vocalmente não perfeito.

O grande, grande destaque vai mesmo para Anne Hathaway. A sua Fantine carregada de uma emoção em simbiose com uma fragilidade característica de quem de repente vê a sua vida abandonada à mísera e se sente completamente desamparada. A atriz tem uma participação, embora pequena, brilhante e que prova todo o seu potencial como umas das mais promissoras atrizes da sua geração. É certo que academia não ficará indiferente à sua prestação e uma nomeação aos Óscares é praticamente dada como certa.

O triângulo amoroso Cosette (Amanda Seyfried)- Marius (Eddie Redmayne) – Éponine (Samantha Barks) surge também ele interpretativamente forte. De destacar aqui dois momentos tocantes, quando Samantha Barks interpreta o clássico “On My Own”  e quando Eddie Remayne interpreta “Empty Chairs at Empty Tables”. Uma nota muito positiva para escolha de Samantha para de Éponine já que esta foi responsável, e de uma forma brilhante, por dar vida ao personagem na versão dos 25 anos do musical.

Dentro do núcleo cómico surgem Sacha Baron Cohen como Thénardier e Helena Bonham Carter como sua esposa permitem momentos descontraídos que intercalam com momentos com uma carga dramática imensa. O casal tem empatia e estão também de parabéns pelos seus personagens.

De destacar ainda a fantástica orquestração que nos coloca dentro de um musical per si e os fantásticos planos conseguidos por Hooper bem como o trabalho do guarda-roupa em tornar os figurinos fieis à época sendo transversais às várias classes sociais que retrata.

Estas são algumas das razões pelas quais não deve perder “Os Miseráveis”. É épico, dramático, tocante e emocionante. Fique com o trailer:

httpv://www.youtube.com/watch?v=IuEFm84s4oI

Classificação: [xrr rating=4.5/5]

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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