Cinema

Kathryn Bigelow defende “Zero Dark Thirty”

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“Zero Dark Thirty” ou “00h30: A Hora Negra”, realizado por Kathryn Bigelow tem gerado muita polémica em torno das cenas de tortura na caça a Bin laden, um dos maiores assassinos da história da Humanidade e autor dos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001.

“Durante muitos anos, pensei que o filme em que 00h30: A Hora Negra se transformou nunca aconteceria”. É deste modo que Kathryn Bigelow, a realizadora, inicia um artigo publicado esta semana no jornal LA Times.

A realizadora americana refere que é direito de todos os norte-americanos “criarem obras de artes e falarem com consciência sem interferência governamental ou perseguição” e acrescenta que o filme é uma representação do que aconteceu.

O filme tem sido criticado pelo Governo norte-americano que diz que a fita promove a violência.

“Faz parte da história. Omitir teria branqueado a história”, disse a realizadora à BBC. No artigo do LA Times, Bigelow escreve que considera que, mais do que ao uso de prática violentas, a captura de Bin Laden se deveu ao esforço dos agentes secretos, embora a tortura tenha sido uma realidade presente nos primeiros anos das buscas e que, por isso, “não a podemos ignorar”.

00h30: A Hora Negra estreia esta quinta-feira nas salas de cinema portuguesas.

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Jornalista Estagiária numa publicação mensal e amante de Cinema e da Cultura nacionais

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