Cinema

Paulo Branco: “Há um desprezo total pela cultura”

O produtor português Paulo Branco considera que o país «poderia fazer muito mais pelo cinema do que fez até agora».

Na apresentação do filme “Cadências Obstinadas” da realizadora francesa Fanny Ardant, a ser rodado em Lisboa, Paulo Branco referiu que as autarquias e as empresas se deviam envolver mais na produção nacional e na captação de projetos estrangeiros.

«Não se pode estar só à espera que seja o ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual) a resolver as situações todas. As autarquias têm uma enorme responsabilidade, as televisões têm uma enorme responsabilidade e as grandes empresas deveriam ter uma enorme responsabilidade no desenvolvimento do cinema português», disse o produtor.

A Câmara Municipal de Lisboa está neste momento a desenvolver um projeto para atrair mais produções cinematográficas para a cidade. O objetivo da iniciativa é atrair produções estrangeiras, promovendo assim indiretamente a imagem de Lisboa.

Paulo Branco sublinhou ainda o «desprezo» da classe política para com o cinema e a cultura. «Os reflexos são muito piores do que foi em 1983 e 1985, em que também houve essa crise; atravessámos toda, mas conseguimos fazer com que as coisas não parassem, sobretudo a atenção à educação e à cultura, que se mantinham sempre. Neste momento não existe», acrescentou.

Categorias
CinemaDestaques

Jornalista Estagiária numa publicação mensal e amante de Cinema e da Cultura nacionais

Comentários