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Lincoln, o renascer de um humanista | Crítica

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[xrr rating=4.5/5]

À medida que a guerra civil progride e a carnificina se exacerba, o presidente americano luta pela sua conclusão, assim como pela libertação e direitos dos escravos. Lincoln, nomeado para 7 globos de ouro e 12 óscares, tem estreia no grande ecrã agendada para dia 31 de Janeiro.

Steven Spielberg (“O Cavalo de Guerra”) decidiu homenagear o décimo sexto presidente americano retratando para o grande ecrã os últimos 4 meses de vida de “Abraham Lincoln” (Daniel Day-Lewis). Durante este período, e ao longo de todo o filme, é notável todo o esforço e dedicação que Lincoln depositou nos seus ideais. Em Washington trabalhou sempre no sentido de findar a guerra civil que se apoderava do sul dos Estados Unidos da América, assim como legalizar a emenda que condenava a escravatura em todo o território americano.

O elenco conta com alguns atores e atrizes de renome como Daniel Day-Lewis, Tomme Lee Jones, Joseph Gordon-Levitt e Sally Field, pelo que a fasquia se elevou, deixando os espetadores com grandes expetativas.

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Sem dúvida nenhuma que a prestação de Daniel Day-Lewis deverá ser a primeira a ser sublinhada, não pelo protagonismo inerente ao papel que lhe foi atribuído, mas sim pela sua excelente interpretação. A representação natural de Daniel faz com que “Lincoln” seja transposto, não como uma personagem, mas como uma segunda personalidade. A sua caracterização perfeita em aditamento à sua expressão física e vocal irreprováveis encobrem Daniel Day-Lewis perante “Lincoln”, permitindo um envolvimento mais intenso na trama. Até ao momento Day-Lewis foi galardoado com o globo de ouro de melhor ator pelo papel referido, e já se encontra na corrida ao óscar na mesma categoria.

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No papel de “Mary Todd Lincoln”, esposa do ex-presidente, é-nos apresentada Sally Field.O furacão de emoções vivido por “Mary” é bastante notável ao longo de todo o filme. A morte recente do seu filho na guerra, aliada aos episódios políticos do marido depositam a primeira dama numa constante depressão. Sally conseguiu exibir a mulher delicada e sensata que era “Mary”, nunca deixando de parte a sua faceta lutadora.

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Tommy Lee Jones ressalta com uma notável e brilhante prestação no papel do republicano “Thaddeus Stevens”. Sem nunca evitar o ataque à hipocrisia e sempre com a língua “afiada”, Tommy Lee Jones congratula-nos com toda a sua ironia, acabando por atribuir algumas cenas cómicas ao enredo. Quem não se destacou muito foi Joseph Gordon-Levitt no papel de filho do presidente. Apesar da sua inquestionável capacidade de representação, o papel que interpreta em Lincoln é bastante supérfluo, tendo Joseph brilhado muito mais em papeis anteriores.

O desafio de remontar ao século XIX, representando fielmente os costumes americanos da época e acompanhando de forma realista os cenários de guerra, também foi cumprido com sucesso. A tríade banda sonora, cenário e guarda roupa foram muito bem escolhidos, evocando o público ao passado, o que permite um envolvimento mais intenso na história.

Lincoln é um filme a não perder para os amantes da 7ª arte.

Veja o trailer:

httpv://www.youtube.com/watch?v=qiSAbAuLhqs

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