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“Alegria”, o novo álbum de Cristina Branco

Fechado o ciclo de “Não Há Só Tangos em Paris”, Cristina Branco lança-se agora numa nova aventura. “Alegria”, o seu novo disco, estará disponível já a partir de segunda-feira, dia 25.

Em declarações à Agência Lusa, a cantora afirma que este álbum é “um apontar o dedo” à situação atual. “É uma chamada de atenção para uma coisa muito importante: estamos a ser postos à prova da forma mais bárbara, e estamos e perder o sentido do coletivo”.

É um disco “assumidamente contestatário”, que coloca Cristina Branco na pele de doze personagens femininas em situações extremas, procurando respostas para os tempos conturbados que cruzamos. Essas personagens são os vizinhos do lado, os que moram mesmo dentro da nossa casa, os que habitam o nosso pensamento. Somos nós; doze personagens onde nos podemos rever continuamente.

Em “Alegria” descobre-se quem é então a Deolinda; conta-se a história de Alice, nascida e crescida em berço frágil; descobre-se o lado feminino de Jeremias, o fora da lei, com “Branca Aurora”; dá-se de caras com um palhaço com a missão eterna de fazer rir e com a dor do operário nas palavras de Chico Buarque; conhece-se a história do amor forçado a emigrar de Carolina e de uma Louise rejeitada pela sociedade; chora-se o triste fado do homem desempregado e com filhos e o beco tóxico e sem saída da inocente Cândida; exalta-se Miriam como o Robin dos Bosques moderno e elogia-se o estoicismo do cidadão perante o duro confronto com a realidade; dá-se notícia da petição do Farias para dar nova oportunidade aos políticos. Em resumo, redige-se um tratado acerca da condição humana e dos seus limites.

“Alegria” é o 13.º álbum da carreira da fadista e conta com dez temas originais e com três temas de outros autores: Sérgio Godinho, Chico Buarque e Joni Mitchell.

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