Cinema

Realizadores portugueses acusam Barroso de desvalorizar posição assumida

A Associação Portuguesa de Realizadores acusou  o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, de ter traído “o compromisso com os Estados-membros” ao desvalorizar a defesa do sector audiovisual e cultural europeu no acordo de comércio livre entre os EUA e a UE.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a associação diz-se perplexa com as declarações de Durão Barroso, que na terça-feira acusou França e os signatários da petição “A excepção cultural não é negociável”, de ser “reaccionária”, por exigir a exclusão do sector audiovisual e cultural europeu das negociações para o acordo.

O presidente da Comissão Europeia disse recentemente que acredita na protecção da diversidade cultural, mas rejeita isolar a Europa.“Alguns dizem que são de esquerda, mas na verdade são culturalmente extremamente reaccionários”, disse Durão Barroso. Os realizadores portugueses dizem que Barroso “estava mandatado pelos Estados-membros para defender as posições negociais da Europa. Ao desvalorizar uma posição assumida como parti pris nesta negociação, não foi apenas insensato ao fragilizar a posição europeia nessa negociação, como também traiu o compromisso que tinha com os Estados-membros, designadamente com a França”.

Em causa está um pedido de protecção do cinema e audiovisual europeu, para que fique de fora das negociações do acordo de livre comércio entre União Europeia e EUA e não seja considerado como qualquer outro produto face à posição dos norte-americanos a este sector. A primeira ronda de negociações do acordo de livre comércio entre União Europeia e EUA terá lugar em Julho em Washington.

Categorias
Cinema

Jornalista Estagiária numa publicação mensal e amante de Cinema e da Cultura nacionais

Comentários