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Katy Perry menos colorida, mais adulta em novo álbum (crítica)

Três anos depois do lançamento do aclamado “Teenage Dream”, Katy Perry está de regresso… a onde, na verdade, nunca saiu: os tops.

Ao longo dos últimos três anos a cantora cantou, encantou e bateu os recordes de Michael Jackson com o álbum fácil e consensual. “California Gurls”, “Teenage Dream” ou “Firework” ficaram para a História como verdadeiros hinos da música Pop e consagraram a cantora como um ídolo adolescente.

Agora Katy regressa com um novo objetivo: não perder o público que já conquistou mas expandi-lo com um álbum menos fantasioso e mais adulto. E para já o objetivo está cumprido: 13 faixas que irá ouvir na rádio vezes sem conta, quer queira, quer não.
Em “Prism” há menos cor mas mais emoção. Ainda assim Katy Perry é a mesma, apenas mais madura. Nota-se que os sucessos, as digressões e mesmo a vida pessoal (e o tão polémico divórcio de Russel Brand) marcaram a cantora e a sua música.

A primeira parte do álbum parece ser a réstia da “Kitty Kat” dos últimos anos. “ROAR”, o primeiro single, é como que o grito do Ipiranga (ou do Tarzan) de Katy. É o “adeus” à “Kitty Kat” e o “olá” a uma mulher adulta.

“Birthday” e “Walking On Air” mostram o lado Disco até agora desconhecido mas que encaixa na perfeição a Perry. Em euforia há também uma experimentação de Hip-Hop (“Dark Horse”, “This Is How We Do”) e uma piscar de olho aos Daft Punk (“International Smile”).

O segundo conjunto de faixas é a melhor surpresa do álbum, mostrando a faceta mais madura da cantora a que ainda não tínhamos tido acesso. “Unconditionally” é das faixas mais fortes do álbum. Parece ser uma versão mais adulta (e dramática) do jovem “Teenage Dream”. O tema encabeça um grupo de faixas mais profundas do qual fazem parte “Legendary Lovers”, “Love Me”, “Double Rainbow”, “By The Grace of God” e “Ghost” (uma clara alusão ao seu divórcio).

Prism” é o álbum bem conseguido que dita a passagem de Katy Perry da adolescência para a fase adulta, na sua vida e na sua carreira. Consolida o seu curto percurso, amadurecendo mas sem radicalismos. Sem perder a essência colorida que construiu ao longo dos últimos anos e que tantos milhões, de fãs e dólares, já lhe valeu.

Alinhamento de “Prism“:

  1. “Roar”
  2. “Legendary Lovers”
  3. “Birthday”
  4. “Walking On Air”
  5. “Unconditionally”
  6. “Dark Horse”
  7. “This Is How We Do”
  8. “International Smile”
  9. “Ghost”
  10. “Love Me”
  11. “This Moment”
  12. “Double Rainbow”
  13. “By the Grace of God”
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