Cinema

«Parkland»: uma recriação dramática da morte de JFK (crítica)

Pelas mãos do realizador Peter Landesman chega-nos uma nova recriação da morte de JF Kennedy.

O trágico e inesperado assassinato de um dos mais amados presidentes dos Estados Unidos da América é relembrado através deste filme agora que se assinalam os 50 anos dos acontecimentos. Baseado no livro «Four Days in November» de Vincent Bugliosi, «Parkland» foca-se nas personagens secundárias e nos acontecimentos que decorreram do assassinato e não propriamente na morte do presidente.

É interessante ver, através de diversos pontos de vista, como a América recebeu a notícia. De um lado temos uma sociedade civil chocada com a morte, a esposa desfeita por ver o marido morrer ao seu lado no carro, o homem que filmou o momento e os responsáveis dos Serviços Secretos que pela primeira vez perderam o homem que justifica todo o seu trabalho.

«Parkland» é o nome do hospital que recebeu o presidente à beira da morte e que se viu incapaz de o salvar de uma morte certa. A maioria dos acontecimentos decorrem nas instalações do hospital. Seguem-se as primeiras incertezas de sucessão, as diligências a tomar após a morte do Presidente e a caça ao assassino.

Torna-se interessante a escolha de não ter um ator a interpretar o Presidente, tendo-se optado por misturar imagens reais com as cenas do filme. A simbiose das imagens é de facto um ponto forte deste filme documental.

Do elenco fazem parte Marcia Gay Harden, Billy Bob Thornton, Paul Giamatti, Jacki Weaver, Zac Efron, Tom Welling e Austin Nichols. Paul Giamatti brilha na pele de  Abraham Zapruder, o homem que gravou na sua câmara Super 8 o tiro que vitimou Kennedy. Também Jacki Weaver merece destaque com o seu notável desempenho como a desequilibrada mãe do alegado assassino do presidente.

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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