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«Hobbit: A Desolação de Smaug»: crítica

Chega-nos ao cinema o segundo filme da trilogia de Peter Jackson inspirada na obra de Tolkien: «Hobbit».

«A Desolação de Smaug» prossegue a demanda de Thorin, Escudo-de-Carvalho, por reconquistar o reino de baixo da montanha solitária. Para isso, Thorin leva a sua equipa de anões e o Hobbit Bilbo, o ladrão que segundo Gandalf tem a arte e o engenho para conseguir roubar a archenstone, uma jóia rara que é prova da herança de Thorin enquanto rei.

Se em”Uma viagem inesperada”, primeiro filme da trilogia “Hobbit”, sentimos falta de ritmo e de contexto para as cenas de ação, em «A Desolação de Smaug» esse problema parece ter sido ultrapassado. As cenas de ação aparecem na película nos momentos certos, se bem que por vezes talvez em demasia. A falta de ritmo parece também ultrapassada num enredo que se adensa e ultrapassa o estigma de conto infantil. Esta é aliás a principal diferença. Deixamos o campo dos personagens mais simples, quase caricaturáveis, e entramos numa complexidade mais apaixonante e que se torna mais interessante para a história.

Bilbo é quase um personagem secundário nesta aventura. Neste segundo filme, o hobbit é deixado de parte das cenas mais marcantes, e até quando se aventura a enfrentar o temível dragão Smaug, o seu protagonista é completamente roubado por este. Smaug, que tem sido propositadamente escondido até às cenas finais do filme que chegou hoje às salas de cinema ,é aliás o verdadeiro protagonista. Surge irrepreensível no ecrã, com detalhes que só o mais avançado cinema do século XXI poderiam proporcionar. Os diálogos são cativantes e a sua história prende o espectador do inicio ao fim.

«A Desolação de Smaug» tem ainda a capacidade de nos fazer recordar muitas cenas de “O Senhor dos Anéis”. A relação de Bilbo com o anel que transporta durante toda a aventura proporciona-nos um bom momento de cinema e a contextualização que é feita, sabendo de antemão os perigos que aqueles personagens irão enfrentar alguns anos depois, prova apenas a mestria de Peter Jackson.

Outro dos grandes trunfos do filme são os efeitos visuais. É uma grande experiência ver a Terra Média em IMAX 3D. O mundo idealizado por Tolkien parece ganhar vida como se não de uma tela se tratasse mas sim de uma janela para uma outra dimensão.

«A Desolação de Smaug» eleva a fasquia deste “Hobbit” deixando-nos muito curiosos para o desfecho da trilogia. Peter Jackson consegue mais uma vez dar provas do seu talento e não desilude com esta adaptação do universo de Tolkien.

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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