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Não é a revista, é a celebração da “Grande Revista à Portuguesa”

Não, não é a típica revista à portuguesa a que o Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, nos habituou. Mas é o maior tributo que alguém já lhe fez. A “Grande Revista à Portuguesa” é a celebração do teatro popular, o enaltecer do riso, da sátira e da voz popular. O descontentamento existe, como sempre existiu, mas, e porque rir é o melhor remédio, este espetáculo de Filipe La Féria fala-nos da realidade política, social e internacional de um país onde o Zé Povinho se transformou num sem-abrigo.

Da troika a Tony Carreira, não esquecendo Isabel dos Santos e o ano do Brasil em Portugal, este espetáculo encabeçado por Marina Mota e João Baião junta a crítica do teatro popular português à celebração do seu sucesso, com o devido tributo de Marina Mota a Ivone Silva. Maria Vieira, Vanessa Silva, Rui Andrade, Ricardo Castro e Filipe Albuquerque juntam-se a um elenco de cantores, bailarinos e acrobatas que dão asas ao Politeama rumo a uma celebração daqueles que são os 100 anos desde a sua inauguração.

O espetáculo começa e dificilmente as três horas que se seguem ao seu início serão fáceis de contabilizar. Entre risos, lágrimas e uma ou outra improvisação entre a plateia com João Baião, Maria Vieira ou Marina Mota, o público vê-se imbuído no glamour e na magia própria de uma revista com uma encenação única a que La Féria nos habituou e que há muito não assistíamos.

Vir, ver e querer voltar é o lema que melhor se adequa à mágica “Grande Revista” que se mantém até dia 18 de janeiro, de quarta a domingo, com dupla sessão aos sábados, no centenário Teatro Politeama.

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Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

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