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«Sei Lá» chega ao cinema cheio de estereótipos e vazios – crítica

«Sei Lá» é o mais recente filme português a chegar às salas de cinema já no dia 3 de abril.

A aposta na adaptação da história homónima de Margarida Rebelo Pinto traz ao grande ecrã a vida de quatro amigas: Madalena (Leonor Seixas), Mariana (Patrícia Bull), Luísa (Ana Rita Clara) e Catarina (Gabriela Barros) contando também com Rita Pereira, Pedro Granger, António Pedro Cerdeira, entre outros, em papéis secundários. Madalena foi abandonada pelo namorado espanhol e vive em função do seu hipotético regresso, Mariana fantasia ad eternum com o homem da sua vida, Luísa serve-se dos homens apenas para tirar prazer e Catarina vive em função dos filhos esquecendo as sucessivas traições do marido.

Os diálogos são banais, completamente vazios e não trazem nada de novo à cinedramaturgia portuguesa. As personagens são hiper estereotipadas e é seguida uma linha narrativa neo-feminista que simplesmente classifica os homens como instrumentos.

Os atores fizeram o que puderam com os personagens que tinham. Convenhamos que ter uma quantidade de meios em função de um argumento desta natureza num país como Portugal é quase um desperdício. Das interpretações vemos uma Rita Pereira sem protagonismo e com um personagem genuinamente cómico e de resto, interpretações razoáveis sem hipótese de se destacarem.

Salvam-se os cenários e adereços, sendo notória a preocupação em  contextualizar a ação no ano de 1998. Nota positiva também para o tema original que está incluído na banda sonora interpretado por André Sardet e Maysa Andrade, “A Seta”.

No fim, «Sei Lá» deixa-nos com a certeza de que, por certo, não é este o caminho que o cinema português deve tomar. Leveza, futilidade, frivolidade e um vazio é o que fica depois de assistir à película realizada por Joaquim Leitão e produzida por .

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Estudante de Farmácia, amante das ciências e das artes. Gosto particular por entretenimento em diversas áreas: televisão, cinema, teatro, música.

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