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Os Sims 4: Crítica ao novo jogo da saga

“The Sims 4” (TS4) marca bem a passagem para uma nova da franquia. Agora com ferramentas ainda mais intuitivas, o jogo passa a ser mais pessoal e único. Eu subdivido o jogo em 3 áreas: O Create a Sim (CAS), o modo simulação e o modo Construção.

O CAS do TS4 está muito melhor, agora já não estamos presos a barras que muitas vezes não nos permitiam chegar ao resultado que queríamos. Com o TS4 passamos a poder agarrar e puxar qualquer parte do corpo do nosso Sim, logo, com algum treino conseguimos facilmente recriar uma pessoa ou personagem que tenhamos em mente.

As expressões não só faciais como também corporais foram reforçadas. Agora dá para ver se um Sim está feliz, triste, cansado ou com raiva, por exemplo, apenas pela sua postura ou expressão facial. Outra adição ao jogo é o modo de locomoção. Dispomos de vários modos, o que torna os nossos Sims ainda mais singulares, porém, embora disponhamos de uma quantia agradável, eles são muito genéricos e jogam bastante com estereótipos, o que não me agrada muito.

O modo de simulação tem uma interface nova. Embora esteja mais simples e clean, ficou com os botões mais distantes, tornando a jogabilidade mais difícil, pelo menos até o jogador habituar-se com a mesma. Quanto à jogabilidade em si, o jogo conta agora com emoções que tornam tudo mais interessante, visto que algumas ações só podem ser feitas com uma emoção específica e algumas ações podem ter resultados diferentes consoante a emoção que o Sim estiver a sentir no momento. Temos também o regresso das Aspirações (objetivos de vida) que nos ajudam bastante a definir um percurso para os nossos Sims e tanto as carreiras profissionais como as capacidades foram aprimoradas passando a ser quase que desafios.

Infelizmente alguns elementos foram retirados, como o mundo aberto; carros (que não faz sentido ter visto que o mundo não é mais aberto); piscinas e bebés, para que o jogo pudesse ser jogado em computadores mais fracos com menos problemas de desempenho. Agora com um mundo semiaberto, os lotes comunitários estão sempre cheios de Sims a interagirem entre si, e as ruas cheias de Sims a passear, porém eles ficam apenas a andar de um lado para o outro nas ruas e chegam mesmo a dar a impressão de que estão a andar sem rumo.

Mas o que mais marca esta nova geração é a multitarefa. Agora os Sims podem fazer até 3 coisas ao mesmo tempo, e eu adoro isso. É bastante prático e conseguimos poupar imenso tempo com ações menores.

O modo construção inovou bastante, temos várias novas funcionalidades que facilitam na hora de construir aquilo que queremos, porém acho que há muito ainda por melhorar. Agora podemos mover a casa completa caso queiramos que ela fique um pouco mais atrás ou para o lado, ou até mesmo um quarto apenas; os quadros e janelas têm mais liberdade de posicionamento e a iluminação é mais inteligente, porém, dois dos principais códigos do TS3 (constrainfloorelevation false e o moveobjects on) não estão mais presente o que torna impossível obter os mesmos resultados que tínhamos com o TS3 (pelo menos por enquanto). Caso queiramos remover um grupo de pisos não o podemos fazer (temos de criar um quarto que contorne os pisos que queremos remover para que não removamos os do quarto todo) o que quebra o processo criativo.

O jogo em si está muito bom, distancia-se dos jogos das gerações anteriores a apresenta novas funcionalidades incríveis. Neste momento ainda tem muito que melhorar, mas acredito que com atualizações futuras ele possa chegar longe.

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