Cinema

“Homens, Mulheres e Filhos” é um retrato das novas relações

O canadiano Jason Reitman, que ficou conhecido por filmes como Juno Thank You for Smoking, traz agora às salas de cinema uma adaptação literária que promete uma reflexão exemplar sobre a forma como nos relacionamos e envolvemos numa era em que a internet passou a ser indispensável na vida de cada um de nós.

Não se trata de apenas um filme com foco nas redes sociais e na forma como o mundo cibernético se tornou a base daquilo que é o nosso dia-a-dia, “Homens, Mulheres e Filhos” concentra a sua atenção, ao longo de quase duas horas, naquelas que são as nossas relações pessoais e a forma como a internet manipula a nossa forma de agir.

02

A falta de diálogo, a iniciação à vida sexual, a pornografia, o sexo fora do casamento, os distúrbios alimentares ou a exposição da imagem são alguns dos temas que o filme, em que participam nomes como Adam Sandler, Jennifer Garner, Ansel Elgort, Kaitlyn Dever ou Judy Greer, mostra através de diferentes histórias que se cruzam nesta que é, sobretudo, uma reflexão sobre a forma como nos relacionamos, nos comunicamos e nos escondemos uns dos outros. O isolamento é talvez o tema escondido por detrás da inevitabilidade do sexo e é este tema que nos permite perceber a forma como num mundo real deixamos de existir fisicamente. É esse o mote ao fio condutor em Carl Sagan, o cientista que ficou conhecido por enviar sondas para o espaço com mensagens a possíveis civilizações extraterrestres, como que o retrato da sociedade moderna vista por fora através da narração de Emma Thompson.

A realização de Reitman traz de volta o aprimoramento técnico, menos visível nos últimos trabalhos, com recursos gráficos semelhantes aos de “A Rede Social”, de David Fincher, como caixas de diálogo ou barras de navegação que nos são familiares e nos aproximam à realidade das cenas. O filme ainda não tem data de estreia marcada em Portugal, mas prevê-se que seja um dos lançamentos para o primeiro trimestre do próximo ano.

Veja o trailer oficial:

Categorias
Cinema

Se o Jornalismo não se pode considerar uma ciência temos certamente de olhá-lo como uma arte. A arte de saber contar estórias e marcar a história. Estudante de Jornalismo (ESCS-IPL)

Comentários